quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O que ocultaram dos alunos brasileiros do Ensino Médio:

A confusão mental da Modernidade

por Adilson José

Em minha atuação como socorrista do SIATE, já atendi, e ainda atendo, muitas vítimas de acidente de trânsito. Em todos os casos, compreendi que o princípio motivador dos acidentes tem sido o mesmo: a interpretação confusa da realidade. Habituei-me às reclamações das pessoas dizendo coisas do tipo: “eu não vi”, “achei que dava tempo”, “não lembro o que aconteceu”, “achei que era isso”, “pensei que fosse isto ou aquilo”, etc. Ou seja, é evidente que as pessoas envolvidas em acidentes foram motivadas por algo “inexistente”, por algo que parecia ser, mas que na verdade não era. Em suma: as pessoas foram estimuladas por algo ilógico (sem lógica), confuso (sem clareza), apenas aparente (irreal). Como nos ensina o provérbio popular: “nem tudo que reluz é ouro”!

Por incrível que pareça, essa situação de confusão mental não é perceptível apenas nos acidentes de trânsito. Sua realidade é claramente visível em muitos filósofos que surgiram ao longo da história. Muitos homens que foram rotulados de filósofos produziram, na verdade, os mais incoerentes pensamentos e praticaram atos que contradiziam suas palavras. Na Modernidade isso ficou evidente, em especial no que se refere à política. Vamos considerar aqui que a fase da história da humanidade denominada de Moderna teve início com a Revolução Francesa (como se doutrina nas escolas).

O discurso que alimentou, eclodiu e sustentou esse movimento transformador, e ao mesmo tempo impostor, foi a ideia de rompimento com a religiosidade e com os governos monárquicos. Intelectuais modernos, os iluministas e seus seguidores (antigos e atuais), viam nos dogmas religiosos obscurantismo e ignorância, e entendiam as monarquias como nada mais que reinos de tiranos e cruéis. Todavia, essa mentalidade moderna, embora se arrogasse coerente e racionalista, foi uma postura intelectual cujos produtos finais foi a disseminação de crendices, corrupção política e violência pelo mundo. A Revolução de 1.789 matou em um ano dez vezes mais que a monarquia espanhola em quatro séculos. A que conclusão se pode chegar quando se observa com honestidade as sociedades à nossa volta? Nenhuma além desta: o modelo político em nosso país e em grande parte do mundo, com suas corrupções e misérias morais, são frutos das confusões mentais oriundas do século XVIII, bem como suas de modificações ao longo dos séculos seguintes.

Quando lecionava filosofia, sempre apresentei aos meus alunos que as confusões intelectuais, as quais eclodiram, se fortaleceram e se transformaram a partir da Modernidade, lograram três grandes momentos. No primeiro, tivemos os iluministas. Estes se consideravam tão racionalistas que se sentiam capazes de criar um mundo melhor e mais justo, deixando os homens mais “iluminados”. Então presentearam o mundo com a guilhotina e um imperador e sanguinário, Napoleão. No segundo momento, tivemos os intelectuais socialistas. As ideias destes, a partir de Karl Marx, deixaram ainda mais estragos no mundo: inventaram um culpado pelas desigualdades, condenaram a liberdade religiosa e causaram os maiores genocídio que o mundo já conheceu. No terceiro momento, veio os chamados intelectuais da Escola de Frankfurt. Estes, embriagados pela ideologia socialista, trouxeram ao mundo a chamada revolução cultural, cujos resultados são visíveis: uma degradação moral e uma decadência cultural do Ocidente jamais vistos. Sintetizando:
produziram uma reinvenção da barbárie. O leitor já ouviu falar de eugenia e eutanásia? São heranças de toda essa confusão mental.

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