sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A escuridão das estrelas sob o jugo das esquerdas...


E a desmilitarização das PMs.
By Paulo Vargas
30 de janeiro, dia Santa Martinha, virgem e mártir.



Acabo de assistir a um vídeo da TV AMAI do último dia 20/01, em que exibiu um debate sobre a desmilitarização das PMs. No vídeo discutem o tema um petista, o advogado Marcelo Jugend e o tenente coronel Marcos Antônio Wosny Borba. O primeiro um comunista do tipo raposa velha, um militante bem experimentado nas ações e estratégias da política revolucionária do PT. Um intelectual bem orientado. Quanto ao coronel não posso dizer o mesmo.


O final da discussão saiu do jeitinho, ponto a ponto, como o petista esperava. Ambos os lados, concentrando a discussão num joguinho de palavras (militarismo, desmilitarizar, ideologia, segurança pública), passaram longe de pontos importantes, os quais têm profundas relações com a desmilitarização das PMs, pontos esses que estão na raiz na arquitetura política do governo petista.

Pode-se dizer que a discussão foi uma oportunidade perdida para o coronel Marcos Antônio Wosny Borba confrontar o petista com o caos por que passa o Brasil há mais de 12 anos sob o domínio do PT. O coronel deixou de expor que o partido do doutor, e não a doutrina militar das PMs, é que  deve ser enquadrado como responsável direto pelo fracassado modelo de segurança pública, cujos resultados têm sido mais de 50 mil mortes por ano. Modelo, aliás, vindo de políticas esquerdistas que vêm beneficiando o avanço dos traficantes e causando a precariedade de nosso sistema prisional. O esquerdismo jamais será julgado pelos danos que causam às sociedades.


Também ficou fora da discussão a verdade que está por trás do modelo de desmilitarização das PMs: uma perversa estratégia do Foro de São Paulo (entidade política internacional controlada por Fidel Castro e da qual as farcs fazem parte) para a concentração de mais poderes nas mãos do governo federal. Em outras palavras: o doutor Marcelo sabe tanto quanto o PT que as polícias militares brasileiras são um poderoso arsenal humano e, por lei, deve auxiliar as forças armadas em caso de uma tentativa de golpe, comportamento muito comum em políticos populista. O próprio Lula confessou que o finado Hugo Chaves já tentara dar um golpe de estado.


Foi ainda uma pena que o coronel Borba não tenha perguntado ao advogado petista sobre sua contradição moral ao sugerir que as PMs representam um modelo de guerra propenso a matar cidadãos, quando seu partido, o PT, se relaciona com ditadores sanguinários, como Fidel Castro. Até o ditador iraniano Mahmoud Ahmadinejad é próximo à legenda. Ora, Ahmadinejad é famoso pelos seus discursos agressivos e sem respeito pelos direitos humanos. Seu histórico inclui azedar reuniões da ONU com suas posições racistas e antissemitas. Foi um bom momento para o doutor petista ser constrangido a responder porque o ex-presidente Lula e Ahmadinejad já foram bem alinhados em clamar por mais poder; ou porque partidos da base governista e entidades apoiadoras do PT, como a UNE, não se incomodaram com a presença do iraniano quando veio ao Brasil em 2012 para o Rio+20.


Certamente o coronel Marcos Antônio Wosny Borba não tem consciência de que o discurso de intelectual como o  doutor Marcelo, enquanto portador da mentalidade revolucionária, é carregado de três elementos chaves para se compreender os processos políticos que estão conduzindo a segurança pública do país. São esses os elementos: um, a descrição que ele faz da realidade das polícias é uma distorção hipnótica. Com essa descrição ele adequa os problemas reais à doutrina marxista. Dois: ele sugere o que o filósofo Olavo de Carvalho já chamou de “solução agravante”. Ou seja, há um fim para o qual a desmilitarização das PMs deve ser conduzida, e não é aquilo que os brasileiros precisam, e nem o que o PT pretende. E três: a estratégia da desinformação em que se fornece falsas pistas para desorientar o oponente. J. Edgar Hoover chamava os comunistas de mestres do engano, pois os comparava com um mágico, o qual ilude o público com uma mão, enquanto opera sua mágica com a outra.

A discussão que a AMAI chamou de debate deixa-nos, ao menos, uma lição: a de que as PMs estão vazias de intelectuais preparados para enfrentar um inimigo que desconhecem e cujas ideias estão diluída em cada cantinho do poder público e de suas instituições. É de dentro delas que o esquerdismo radical que agora nos governa, irá fazer ruir de alto abaixo todo foco de resistência ao avanço socialismo no Brasil. É no subsolo que eles estão construindo a tirania de suas ideias contra as polícias militares, cujas estrelas estão mergulhadas numa escuridão de ignorância.

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