quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A infância: o principal alvo dos autores da decadência moral



Devemos preservar a inocência das crianças: os revolucionários as querem devorar!
By Adilson J. da Silva

 29 de janeiro, dia de São Francisco Sales




Desde que me voltei para o Catolicismo, uma das coisas que mais me vem arrebatando  a atenção é a concentração das crianças na Santa Missa, algo mais comum nas comunidades de católicos tradicionalistas. Não há dúvidas de que a missa rezada no rito tridentino é, por natureza, exigente desse esforço: uma perfeita sequência de atos e gestos ricamente carregados da simbologia cristã penetram os olhos e os ouvidos das crianças, inundando suas doces almas e enriquecendo-as dos mistérios do Santo Sacrifício. Seus olhares ficam quase que petrificados diante do sacerdote.


Observando a atitude acima descrita percebi que apenas crianças bem educadas nos ensinamentos católicos têm sido capazes de absorvê-la e expressá-la. Não apenas isso. Compreendi duas realidades que desde então não cessam de martelar meus pensamentos.


A primeira: as crianças conduzidas sob tal prática, simples à vista e incômoda aos desavisados, tem sido, desde os primórdios do cristianismo, uma poderosa arma na boa educação dos pequeninos, proporcionando profunda e elevada formação cristã. O cultivo de tão bela prática foi decisivo para enriquecer o mundo com grandes santos e sábios: nos séculos em que seu rigor se fez mais sentir, abundantes e grandiosos foram os frutos. São Francisco de Assis, São Francisco Xavier, São Felipe Neri e, no nosso caso, São Frei Galvão, são filhos do rigor católico.

A segunda: os inimigos da cristandade, intelectuais maçons e revolucionários da Revolução de 1789, como também os marxistas e intelectuais socialistas da revolução cultural, perceberam os frutos dessa prática tão poderosa na preservação e grandeza das sociedades. Logo, pois, correram para semear as mentes humanas com o veneno de suas ideologias. Os revolucionários de 1789 usaram da difamação e tentaram proibir a educação católica na França. Os marxistas absorveram as ideias dos franceses, as desenvolveram e, aprofundando-as, construíram uma arma de destruição de almas: a ideologia comunista e suas variantes. Milhares de vidas foram ceifadas por causa dela, e os efeitos psicológicos sobre inúmeros povos tem sido tenebrosos.

Hoje as escolas e universidades com suas sociologias e psicologias pervertidas visam nada mais que o roubo da pureza humana: destruir a alma de crianças e adolescentes tornou-se uma prioridade dos inimigos do Cristianismo e da Tradição cultural do Ocidente. Ninguém discordará de que é cada vez maior o número de pervertidos sexuais, pedófilos, estupradores e assassinos, ladrões, políticos canalhas.

No livro “The Vision of the Annointed”, Thomas Sowell explica como, nos anos 60, intelectuais revolucionários ligados a Kinsey criaram a chamada educação sexual para crianças e adolescentes, e assim mergulharam gerações inteiras de jovens num sombrio e terrível caos de depravação moral.

Creio que urge em nosso tempo o momento de cada cristão esquecer a si mesmo e tomar para si como preceito eterno o dever de contribuir para preservar a pureza das crianças e jovens de nossos dias. Mas para isso exige-se que os pais neguem a si mesmos e as ambições pessoais, dedicando a mente e o corpo aos cuidados dos filhos. E a forma mais simples, embora dolorosa, mas de uma grande eficácia é adotando os modelos mais antigo da vivência do Catolicismo.


2 comentários:

Eduardo Silva disse...

Ótimo comentário, meu caro Adilson, as crianças desde cedo precisam ser balizadas pelo que a igreja tem de melhor, ou seja, a santa missa! Tudo o mais na igreja que possa servir de exemplo para as crianças, caridade, fraternidade e piedade, emanam do mistério de uma missa bem celebrada.

Concordo também quando você cita que o principal alvo, hoje, são as crianças. A França foi palco de todas essas transformações negativas que você comentou, e que estão tão bem denunciadas na obra de Pascal Bernardin, 'Maquiavel Pedagogo', segundo ele essas experiências começaram mesmo na França, usada como laboratório.

Adilson J. da Silva disse...

Obrigado, meu nobre. Você lembrou bem o Bernadin, cujo livro cita. Vou tentar nas últimas postagens publicar algo relacionado. Grato pelo apoio. Salve Maria!