terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Dom Vital ainda clama: na Modernidade, a maçonaria é a mãe das perseguições contra o Cristianismo



Qual o fim último da Maçonaria?
by Adilson J. da Silva
 27 de janeiro, dia de São João Crisóstomo.

“Peçam-nos o sacrifício de nossos cômodos; peçam-nos o sacrifício de nossas faculdades, peçam-nos o sacrifício de nossa saúde; peçam-nos o sangue de nossas veias... Mas pelo santo amor de Deus não nos peçam o sacrifício de nossa consciência, porque nunca o faremos. Sic nos Deus adjuvet. Nunca!” (Dom Vital)



O texto abaixo é um breve trecho de “A Maçonaria e os jesuítas, Instrução Pastoral do Bispo de Olinda aos seus diocesanos, Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira, Bispo de Oliva, 1875”. O texto publicado aqui foi adaptado para o português corrente, pois foi extraído de uma edição da época.


 (...)

            “O nosso fim principal é o de Voltaire e da Revolução Francesa: – o aniquilamento perpétuo do Catolicismo e até da ideia cristã, que, no caso de permanecer de pé sobre as ruinas de Roma, viria a perpetuar-se mais adiante”. Eis o fim último.

            “Desde que nos constituímos em corpo ativo e que a nossa Ordem reina tanto no fundo da Venda mais distante, como da que mais se avizinha do centro, um pensamento há que sempre preocupou os homens que aspiram à regeneração universal: é o livramento da Itália, donde deve resultar em dia determinado a alforria do mundo inteiro, a República Fraternal”. Eis o fim secundário.

            Com quanto afirmem alguns maçons que a Maçonaria se não envolve em religião nem em política, por lhe ser isso vedado pelas suas constituições, nada, todavia, é menos asserto. Provam-no os próprios escritores mais abalizados e fidedignos da seita.

            Ides ouvir, Irmãos e Filhos caríssimos, o que, em 1854, dizia Bourlard no Grande Oriente da Bélgica, no meio de gerais aplausos do povo maçônico: “Nós, maçons, temos o direito e o dever de ocupar-nos com a questão religiosa dos conventos e de ataca-la de frente; é mister que o pais inteiro cure-se dessa lepra.... As grandes questões de princípios políticos, tudo o que é relativo à organização, à existência, à vida de um Estado, ah! Tudo isto, sim, tudo isto pertence-nos em primeiro lugar, tudo é de nossa alçada, para dissecar e fazer passar pelo crisol da razão e da inteligência”.

(....)

            “A Maçonaria, diz Franz-Faider, está acima das religiões e das constituições, quaisquer que sejam suas fórmulas. A Maçonaria é para nós a religião verdadeira e sublime, que nosso coração ambiciona.

            “Nada de dogmas, diz Potwin, nada de jugo nem de tiranos, nada de Messias”.

            “O culto da natureza, diz Ragon, é o alvo da Maçonaria”.

            "Os maçons, diz o Proudhon, não tem altares, simulacros, sacrifícios, orações, sacramentos, graça, mistérios, sacerdotes, profissão de fé, nem culto”.

(....)

            Como acabais de ver, diletos Irmãos e Filhos em Jesus Cristo, nada fica intacto no majestoso edifício do Catolicismo. A mão sacrílega da seita ominosa, com insano labor, se esforça para destruí-lo até as suas bases. Ali, cada pedra, desde o ápice até os profundos alicerces, faísca aos repetidos golpes do infernal camartelo.

(...)

Nenhum comentário: