sábado, 24 de janeiro de 2015

Dos que abandonam o protestantismo



Do sacramento da confissão
By Adilson J. da Silva
24 de Janeiro - Bem-aventurado José Timóteo Giaccardo.

A profunda compreensão do pecado é, certamente, um dos fenômenos mais complexos e de difícil compreensão para um protestante de longos anos que se converte ao catolicismo, ou para ele se volta depois de anos afastado. Creio, e muitos hão de comigo concordar, que esse é um problema que grandemente o aflige. Tira-lhe o fôlego. Tenho vivido essa experiência.

O fato de ter de encarar o sacramento da penitência como uma prática necessária no processo da salvação de sua alma faz com que muitos cristãos, que abandonaram as seitas protestantes, passem por momentos de profunda angústia e dúvidas quase que incessantes. Essa situação termina, na maioria das vezes, por fazer essas almas a cometer o pecado de desespero, o que não é bom. Até que a doutrina da Igreja sobre o céu, o inferno, o paraíso e o purgatório se aprofundem em seus espíritos o caminho para eles é espinhoso: os não mais protestantes, cujas mentes foram, durante décadas, ludibriadas por falsos ensinos das Escrituras, ou distorções das santas doutrinas da Igreja, devem enfrentar a dolorosa tarefa de reaprender o verdadeiro cristianismo. É como reaprender a andar.

Passar pela experiência acima descrita fez-me, de imediato, apagar para sempre de minha mente um velho preconceito que eu havia aprendido e cultivado durante meus anos de evangélico pentecostal: o de interpretar o catolicismo como nada mais que uma piada de mau gosto. Evidentemente, minhas leituras sobre as vidas dos santos, suas vidas virtuosas e seus grandes feitos, me ajudaram a enxergar a depravação religiosa que eu vivia. Hoje como católico, tenho muito, muito, muito (muito mesmo!) o que aprender.

2 comentários:

Eduardo Silva disse...

Ótimo testemunho, meu caro Adilson, que Deus sempre te abençoe. Paz e bem!

Adilson J. da Silva disse...

Grato, nobre Eduardo. Creio que a maioria dos católicos, especialmente os devotos que têm sido alvos das críticas infundadas de protestantes, compreendem bem assunto.