quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Desmilitarização ou guerra assimétrica contra as PMs?



A hegemonia do esquerdismo radical contra as polícias militares
By Mário Vargas

  5 de fevereio, dia de Santa Águeda, virgem e mártir.
Observando a inércia intelectual das lideranças das PMs perante o show de depravação moral que exige a desmilitarização das polícias de nosso país, concluo com profundo pesar: o futuro dessas nobres instituições está vazio de otimismo. Nada tenho contra a desmilitarização das polícias, mas tenho tudo contra o atual cenário político do Brasil que a exige, já que esse mesmo cenário expressa os planos do Foro de São Paulo.

Há tempos as PMs vêm sendo hostilizadas por exércitos de zumbis da militância esquerdista. Não apenas isso. Essas instituições vem sendo alvos de difamações da ONU, e de ONGs que apoiam o anarquismo e a liberalização da maconha. Elas têm sido achincalhadas pelo jornalismo fraudulento, pelos principais  telejornais, por intelectuais alinhados à ideologia socialista, por entidades estudantis e movimentos diversos (financiados pelo governo petista e partidos a ele coligados), pelo modelo de ensino esquerdista com seus professores doutrinados, e, não raro, até por oficiais que as deveria defender, como o coronel Adilson Paes, um idiota útil a serviço do radicalismo esquerdista.

Nenhuma retórica esquerdista é capaz de negar a contradição de seus argumentos: nada querem além de impor suas ideias anarquistas contra a tradição ordeira das polícias militares. Os portadores dessa mentalidade não passam de rugidos vazios exigindo a desmilitarização das polícias. Não representam os anseios do povo brasileiro e atuam sob as orientações do imperialismo ideológico de quem governa nosso país atualmente.

Qualquer observador intelectualmente honesto ignora o fato de que a ascensão do PT à presidência do Brasil fortaleceu o avanço de uma guerra desonesta do radicalismo esquerdista contra as polícias militares brasileiras. Essa guerra, porém, é de natureza assimétrica, ou seja, do tipo em que um dos lados combate e o outro combate a si mesmo. E essa agressão contra si mesmo se dá em duas frentes: (1) por uma inércia em combater o inimigo ao menos no campo das ideias e (2) pela violência de não poucos indivíduos da comunidade policial, que por meio de certas associações militares, falam em nome de toda a essa comunidade sem uma autorização expressiva da mesma.

Sim, é verdade que há algumas discussões e até “debates” sobre a desmilitarização das polícias militares por parte de alguns miltares. No entanto, são eventos incapazes de desmoronar os discursos carregados de mistificações que exigem, mas não discutem, a desmilitarização.
Não há nenhuma organização intelectual interna às PMs denunciando ou expondo os reais motivos ideológicos - e não técnicos e sociais - que estão por trás de todos esses movimentos e ativismo contra a cultura militar das polícias. Lideranças e associações se sentem acuadas para exigir provas aos fatos daqueles que acusam ser o regime militar das polícias o real elemento de sua suposta natureza violenta. Onde estão os debates? Onde estão as estatísticas? Onde estão as pesquisas independentes? Ora, o mapa da violência, atualmente um dos poucos documentos mais completo sobre crimes e violências no Brasil, não aponta a desmilitarização como possibilidade de acabar com o caos na segurança pública de nosso país.
Mas o referido documento não se destina a isso. Podem argumentar. Pode ser. Mas, por que, então, os fatos ali computados servem como agravantes em favor da desmilitarização?

É crônica a inércia de lideranças e associações de policiais militares diante de quem as maldizem: preferem se manter em posição meramente defensiva usando parcos argumentos sobre a legalidade das coisas, silenciando sobre a íntima relação entre políticas de segurança pública da União com o avanço da criminalidade e da insegurança que hoje vive a sociedade brasileira. No entanto, nada fazem! Tudo é silencioso e vazio. Preferem manter-se inertes ante a hipocrisia do esquerdismo radical, contribuindo, assim, com a guerra assimétrica pela desmilitarização de nossas PMs.

Nenhum comentário: