terça-feira, 3 de março de 2015

Às crianças falai sobre os santos

Os santos na vida das crianças
By Adilson J. da Silva

3 de março, terça-feira depois do 2º Domingo de Quaresma.

 
Como ensinar às crianças sobre santidade e devoção no seio católico, como a história nos aponta? Como inspirar nelas o interesse pela vida cristã, motivando-a a cultivar e a expressá-la? Eis a resposta, aliás simples: pelo exemplo. No entanto, a essa mesma resposta imediatamente salta uma outra pergunta de não menor valor: e quando a sociedade em que vivemos é uma força contrária e até condenatória a tal comportamento? E a resposta chama o título da presente postagem: falando dos santos da santa Igreja Católica. Falando-lhes não apenas dos grandes milagres que operaram no passado, mas acima de tudo do caráter e das virtudes que tanto cultivaram para servir de exemplos.
As crianças são mais apegadas à vida prática que aos raciocínios. Por esse motivo, elas só compreenderão a importância da dedicação à vida cristã através do exemplo, coisa importantíssima em seus dez primeiros anos da vida. De fato, nossos tempos não são dos melhores. Vivemos numa sociedade em que os vícios não apenas defendidos, mas até incentivados. Nas instituições públicas, como as escolas, ou nos meios de comunicação, as ações de pessoas perversas são relatadas muitas vezes o louvor; o coitadismo virou a vara que mede o caráter das pessoas.
Praticamente vivemos uma época em que os inimigos da Tradição cristã prega o descrédito e a difamação de tudo relacionado ao cristianismo. Desde o advento do Iluminismo, na se tornou mais condenável que um sentimento religioso.
Ninguém discorda de que os pais só desejam que seus filhos cresçam como bons cidadãos e que sirvam de bons exemplos no cumprimento das leis. Mas quando a própria sociedade se tornou refém da própria maldade? Olhemos para as escolas: além da banalização da promiscuidade que vem atingindo as crianças, o material didático de ensino já projetado para condenar exatamente tudo o que herdamos de nossos antepassados, inclusive nossa religiosidade. Dizem que o estado é laico. Entretanto, por mais que os governos se oponham a influência da religiosidade, nossa sociedade é, acima de tudo, cristã. O cristianismo é a religião do povo brasileiro e como tal, temos o direito de exigir  que os políticos defendam nossa vontade geral.
Na verdade, o que temos vivido em nossa sociedade é uma minoria defensora de ideologias sanguinárias se impondo sobre nossa sociedade.

Mas nem tudo é vazio. Se a prudência nos impede de exigir a presença da religião cristã nos currículos escolares, ao menos podemos trabalhar na surdina. Na privacidade de nossos lares, podemos construir em nossos filhos aquilo que servirá para guiar suas almas numa sociedade apodrecida.
Eis algo que realmente pode ajudar nossas crianças a se sentirem atraídas pela Verdade da Santa Igreja: os santos. Conduzi-las a aprender sobre a vida dos santos pode muito servir de poderoso instrumento na educação cristã dos pequeninos. Falar sobre a profunda santidade de homens e mulheres na história da Igreja, ou orientá-las a ler livros sobre os mesmos, não é algo que mereça nosso desdém. A própria história dos santos prova que eles, de alguma forma, também aprenderam sobre a vida e passado de outros santos, como também foram devotos. Santo Antônio de Pádua se dedicou a imitar São Francisco de Assis. Santa Bernadete amava receber os famosos “santinhos”, embora nem sempre fosse considerada “digna” de recebê-los pela madre catequizadora. Até santo padre Pio de Pietrelcina colecionava-os.


Aqui em casa tenho, com a ajuda de muitos bons católicos, procurado estimular em meus filhos o hábito de se interessar pela vida dos santos e os livros são boas fontes. É gratificante ver os meninos empolgados com as aventuras de são Dom Bosco e com a coragem e sabedoria de São Francisco de Assis e de São Francisco Xavier. Em certos momentos até me surpreendo com a tristeza que eles demonstram com a humildade de Santa Bernadete diante do desprezo e humilhações que ela sofreu em seu tempo. Todavia, o mais gratificante é perceber o zelo e o cuidado para com a vida cristã que brotam neles após a leitura que fazem sobre a vida desses grandes exemplos de vida.
Sempre que meus filhos me perguntam se ainda há santo em nossos dias, limito-me apenas a dizer: - em algum lugar por aí.

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