domingo, 29 de março de 2015

E chega o Domingos de Ramos!

Nosso Rei está chegando! Hosana!
By Adilson J. da Silva

29 de março, Domingo de Ramos.
Hoje a Santa Igreja celebra o Domingo de Ramos deste ano de 2015. Nosso Rei e Salvador chega a Jerusalém, cidade santa, para celebrar a Páscoa judaica. Ali, não muito tempo depois, Nosso Rei e Salvador cumprirá nossa redenção: Ele será sacrificado como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”!

Leiamos o que diz o Livro Sagrado, no Evangelho Segundo São Lucas, 19: 28-42 (bíblia Ave Maria, versão online):
28. Depois destas palavras, Jesus os foi precedendo no caminho que sobe a Jerusalém.
29. Chegando perto de Betfagé e de Betânia, junto do monte chamado das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos e disse-lhes:
30. Ide a essa aldeia que está defronte de vós. Entrando nela, achareis um jumentinho atado, em que nunca montou pessoa alguma; desprendei-o e trazei-mo.
31. Se alguém vos perguntar por que o soltais, responder-lhe-eis assim: O Senhor precisa dele.
32. Partiram os dois discípulos e acharam tudo como Jesus tinha dito.
33. Quando desprendiam o jumentinho, perguntaram-lhes seus donos: Por que fazeis isto?
34. Eles responderam: O Senhor precisa dele.
35. E trouxeram a Jesus o jumentinho, sobre o qual deitaram seus mantos e fizeram Jesus montar.
36. À sua passagem, muitas pessoas estendiam seus mantos no caminho.
37. Quando já se ia aproximando da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, tomada de alegria, começou a louvar a Deus em altas vozes, por todas as maravilhas que tinha visto.
38. E dizia: Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus!
39. Neste momento, alguns fariseus interpelaram a Jesus no meio da multidão: Mestre, repreende os teus discípulos.
40. Ele respondeu: Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras!
41. Aproximando-se ainda mais, Jesus contemplou Jerusalém e chorou sobre ela, dizendo:
42. Oh! Se também tu, ao menos neste dia que te é dado, conhecesses o que te pode trazer a paz!... Mas não, isso está oculto aos teus olhos.
 

quinta-feira, 26 de março de 2015

O sofrimento da Cristandade no Oriente e a bravura dos novos Cruzados


Os 125 mil Cristãos (que fugiram) do Iraque. E o Católico que luta contra EI.
 
26 de março, quarta-feira depois do 1º Domingo de Páscoa.
 
 
Eles estavam lá desde o primeiro século depois de Cristo. É um vídeo impressionante que conta a história de uma era de silêncio dos líderes cristãos banhados de sangue cristão.
O vídeo também conta a história do católico Brett Felton (foto abaixo), soldado veterano dos Estados Unidos, que luta contra o Estado Islâmico. Ele diz de forma brilhante: "Eu estou aqui para servir os cristãos. É uma honra dá minha vida para eles".
 
Vejam o vídeo abaixo e em seguida parte do relato Joan Desmond sobre Brett, publicado no National Catholic Register.
 
 
 

sexta-feira, 20 de março de 2015

O barbarismo islâmico contra a Igreja de Cristo

Imagens fragrante:
O Monastério São Jorge em Mosul (Iraque) sendo destruído pelo ISIS!

20 de fevereiro, sexta-feira depois do quarto Domingo de Quaresma.
 
A monstruosidades islâmicas contra os cristãos parecem não ter fim. Recentemente (nesse mês de março), os terroristas do ISIS praticaram um terrível sacrilégio contra a Igreja de Cristo: destruíram o Monastério São Jorge na cidade Mossul (ou Mosul), localizada no norte do Iraque, a cerca de 400 km a noroeste de Bagdá. Além da destruição dos objetos sagrados da Igreja, os muçulmanos também capturam vilas inteiras de cristãos assírios e outras minorias, especialmente os curdos. Está ocorrendo um verdadeiro genocídio contra cristãos e minorias árabes!

Segundo a Tradição, São Jorge apareceu nos céus durante a Primeira Cruzada em apoio às forças cristãs que foram combater as crueldades dos muçulmanos contra os cristãos no Oriente. É triste, muito triste, vermos o silêncio da Igreja e a distância de instituições (especialmente brasileiras) com relação ao sofrimento dos cristãos sob o terror do ISIS.

Como comenta o blog Thyself, o Lord: “E assim a Igreja de São Jorge é destruída em meio ao silêncio do mundo, dito cristão, incluindo a Igreja Católica que espera para fazer um diálogo com estas pessoas com os martelos nas mãos”.

Ó, Maria, concebida sem pecados, rogai por nós que recorremos a vós!

Vejas as imagens abaixo:








 

terça-feira, 17 de março de 2015

Missa Tridentina para todos II

Católicos, não faltem ao Santo Sacrifício!
Fonte: http://www.saopiov.org

17 de fevereiro, terça-feira depois do 4 Domingo de Quaresma.

Residentes em Curitiba e região metropolitana, publico aqui um aviso de realização da Santa Missa em Curitiba para o próximo final de semana. Abaixo segue as informações necessárias sobre o evento.

Datas e horário:


20 de março (sexta-feira): 12h00, meio dia.
21 de março (sábado): 09h00, manhã.
22 de março (domingo): 07h00, manhã.

 
Sacerdote: padre Luiz Fernando Pascotto do IBP;


Local: Capela Nossa Senhora Aparecida (Capela da Polícia Militar do Paraná, PMPR).
 
Endereço: Av. Marechal Floriano Peixoto, 2057, Rebouças, Curitiba – PR (entre as ruas Almirante Gonçalves e Baltazar Carrasco dos Reis).
 

segunda-feira, 16 de março de 2015

O terror dos talibans contra a minoria cristã do Paquistão

O sofrimento dos 2% de cristãos do Paquistão

16 de fevereiro, depois do 4º domingo de Quaresma.

Neste domingo, 15 de março, os talibãs paquistaneses praticaram um duplo atentado contra os cristãos no nordeste do Paquistão. Foram 15 mortos e cerca de 80 feridos (conforme noticiou a o jornal Folha de São Paulo).
Os atentados (em duas explosões) foram realizadas durante as missas no bairro de Yuhanabad, cuja de concentração de cristãos é de 100.000.

A situação dos cristãos que paquistaneses sempre foi cercada por dificuldades. Mas, desde que o EI começou a expandir suas ações terroristas, a minoria cristã (apenas 2% da população) tornou-se alvo constante do ódio islâmico.




 

sábado, 7 de março de 2015

Confessai-vos Bem - Padre Luiz Chiavarino – parte 2.


Obediência ao confessor, respeito e gratidão

Fonte: Blog São Pio V

8 de fevereiro, terceiro Domingo da Quaresma.
 
D. — O quê vem a ser respeito e caridade, quanto ao segredo da confissão?

M. — Quer dizer que, assim como o Confessor está ligado ao mais inviolável silêncio em torno dos segredos que lhes são confiados, o penitente por sua vez deve uma certa correspondência. Tudo quanto se passa entre o confessor e penitente forma um todo sacramental com o Sacramento da Penitência, e tudo o que diz respeito à confissão merece estima, respeito e veneração. Trata-se aqui de íntima relação com o representante de Jesus Cristo, e o abaixamento dessas relações ao nível das relações humanas, é verdadeira profanação.

D. — Então, Padre, não fica bem e não se pode falar das coisas ouvidas no confessionário?

M. — Não, não fica bem e não se pode! Tudo que um confessor diz a uma alma em seguida às suas acusações e manifestações, é um alimento e um remédio preparado grão a grão, gota a gota para ela, e não é lícito dissipá-lo e fazer dele matéria de conversações. O Confessor nunca abre a boca sobre aquilo que lhe é confiado na confissão, nem sobre as respostas que dá aos penitentes, estes por sua vez, não devem falar do que eles próprios dizem ao Confessor, nem do que ele lhes diz.

D. — O hábito de falar de tais coisas pode trazer conseqüências?

M. — Pode trazer conseqüências funestíssimas:

1) Pode ser causa de mal entendidos, isto é, fazer crer que o Confessor disse o que ele
nunca pensou em dizer.

2) Pode criar para ele embaraços na direção das almas, devendo ele ocupar-se um por
um, dos penitentes, sem se preocupar com outras pessoas.

3) Pode faltar à caridade para com ele, que não tem em mira senão a maior glória de Deus, e a saúde das almas.

4) Pode ser nocivo ao próprio proveito e ao dos outros, criando rivalidades, invejas, e antipatias, pode mesmo fazer nascer suspeitas sem fundamento na mente de alguns, que tendo o coração cheio de lama, não sabem avaliar as coisas santas. Oh, quantos, pela leviandade de suas línguas comprometem o respeito devido ao Sacerdote e ao Sacramento. Eles repetem as palavras, os avisos, as interrogações do Confessor, mas, separando do resto da conversa aquelas palavras e despindo-as das circunstâncias que as tornavam necessárias, lhes dão um sentido inteiramente diferente do que tinham na confissão, tornam-se falsos e mentirosos. Que responsabilidade diante de Deus... Adotemos, portanto a regra inflexível de não falar, nem pouco nem muito, das coisas da confissão. Se você soubesse quantos desgostos e quantas humilhações causaram ao Santo Cura de Ars umas devotas de falsa
consciência e de falsa piedade!...

D. — E os que falam de seu confessor, ou para criticá-lo ou para elogiá-lo?

M. — Esses também fazem mal. Devemos deixá-lo velado no seu confessionário, onde Jesus Cristo o escondeu. Se o julgarem como um verdadeiro Pai Espiritual, aceitem os
seus conselhos e pratiquem-nos; se pelo contrário acharem que ele não possua todos os dotes que desejariam encontrar nele, não só podem, mas devem abandoná-lo para procurar outro, mais de acordo com os seus ideais sublimes.
D. — O quê me diz, Padre, dos que trocam frequentemente de confessor, no intento de acharem um melhor?

M. — Digo que tais pessoas são o martírio dos pobres Confessores. Chegam a impacientá-los todos um por um, continuando sempre na prática da própria vontade e dos próprios hábitos e defeitos.

Podemos aplicar-lhes a palavras do Arcebispo de Paris, falando de uma abadessa que acabou abandonando o convento, tornando-se jansenista: "Era o tipo mais completo dessas virgens, as quais, sendo puras como anjos, ficam orgulhosas como demônios".

Essas pessoas fazem como certos tipos briguentos que, à procura de um advogado que lhes dê razão, causam a própria ruína, ou como muitos doentes crônicos incuráveis que procuram um médico que, piedosamente os engane.

D. — Padre, o senhor disse que devemos gratidão ao Confessor; de quê modo?

M. — Francamente, se há quem mereça todo o nosso reconhecimento pela qualidade e o número de benefícios que nos traz, essa pessoa é o Confessor, o qual, pelo puro dever do seu ministério sagrado, gratuitamente, sacrifica suas comodidades, os próprios interesses, todo o seu ser em benefício e proveito de nossas almas. Porém, a recompensa, ele a espera de Deus, as únicas coisas que pede a nós são a correspondência ao bem da alma e as nossas preces para ele, seja durante a sua vida, seja depois da morte. Ele leva sempre no coração apreensivo o temor de que, depois de ter salvo os outros, possa ele próprio encontrar-se entre os réprobos.

D. — Portanto, todo o nosso reconhecimento, mas nada de agarramento, não é Padre?

M. — Justamente, obediência, respeito, gratidão, mas, nenhum agarramento. Pelo contrário devemos pôr de lado tudo o que pode haver, mesmo só de imperfeito, nas relações humanas. As partes sobrenaturais nada têm de comum com as landes mundanas da terra.

Confessai-vos Bem - Padre Luiz Chiavarino – Parte I


Obediência ao confessor, respeito e gratidão.


7 de fevereiro, sábado depois do 2º Domingo de Quaresma.
 D. — Padre, e da obediência ao Confessor o senhor não diz nada?

M. — A obediência ao confessor é virtude tão necessária ao proveito da alma, que se ela faltar ou for defeituosa, todos os esforços serão inúteis. Ela, diz o Beato Cafasso, não conhece nem inferno, nem purgatório, mas só o Paraíso.

D. — Em quê consiste essa obediência?

M. — Consiste em estar-se sinceramente disposto a fazer, omitir tudo e logo, o que o Confessor mandar.

D. — Dizer é fácil! Mas quando não se consegue?

M. — Quanto a conseguir, isto é questão de tempo e depende da graça de Deus, o qual dará o seu auxílio em proporção aos esforços e à obediência de cada um. Ninguém fica santo em um dia! O Confessor sabe disso, e não perde a coragem, apesar das caídas repetidas, certo de que dentro de um tempo - mais ou menos breve — ele e o penitente serão consolados pelo êxito mais satisfatório. Você se lembra que São Felipe Néri trabalhou
durante mais de um ano ás voltas com a alma daquele rapaz, sujeito a pecados de impureza, e conseguiu curá-lo inteiramente e fazer dele um anjo de pureza, só com a imposição de voltar á confissão a cada recaída?
D. — Lembro-me muito bem! De modo que, Padre, não convém ficar desgostoso nem desanimar quando não se consegue logo essa obediência?

M. — Pelo contrário; convém humilhar-se sempre mais e renovar confiante os bons propósitos. Esta é a história de quase todos os santos célebres que afinal eram feitos de carne e osso como nós e sujeitos ás mesmas misérias.

D. — Padre, encontram-se almas dóceis como crianças para com o confessor?

M. — Encontram-se e não poucas, elas desejariam que a sua consciência fosse como um livro sempre aberto e um espelho sempre terso nas mãos do Confessor, afim de que ele pudesse ter e ver nelas claramente. Longe de temerem que as conheça demais, tem medo, pelo contrário, de não saberem revelar-se quanto é necessário, mas fazem isso sem inquietações nem escrúpulos. Com estas almas basta um sim ou um não, uma única palavra, e elas se fiam no que ele julga, sempre prontas para acreditá-lo e obedecer-lhe em tudo. D. — Qual não será o prazer do pobre Confessor quando encontra essas almas dóceis e obedientes; não é Padre?!

M. — Elas são como místicos oásis no meio do seu trabalho duro e monótono, sem as quais, dizia o Santo Cura de Ars, ele não poderia suportar a sua vida quase que exclusivamente devotada ao confessionário.
D. — Mas esses resultados requerem um tempo muito longo?

M. — Para as almas constantes e de boa vontade bastam poucos meses e mesmo poucas semanas. O contrário se dá com as almas que, mesmo sendo boas e bem intencionadas são cegadas pelo amor próprio, e teimosas nos seus ideais. Com essas obtém-se o mesmo resultado que o professor, quando tem que repetir todos os dias as mesmíssimas coisas aos alunos, sem nenhum proveito.

D. — Quais são essas almas tão pouco afortunadas?

M. — São as que, mesmo se capazes de se abrirem ao Confessor, não o fazem
candidamente como dissemos. São as que discutem frequentemente com ele para desviar o curso da conversa. São as que exigem argumentações mais persuasivas, sermõezinhos elegantes para acabarem concluindo como bem lhes parece. Eis aqui uma amostra de certos diálogos, não muito raros por infelicidade, durante os quais o confessor é posto a provas bem duras: Uma senhora acusava-se de ser um tanto arrogante e soberba com o marido, de discutir frequentemente com ele, de não procurar agradá-lo, e mesmo de responder-lhe com maus modos etc. O Confessor procurava persuadi-la de que a esposa deve ser humilde, paciente, dócil, submissa porque, dizia ele:

O homem afinal é o pai da família. E ela respondia prontamente:

— Está bem, eu compreendo, mas a mulher é a mãe.

— O homem deve ser o rei.

— Sim, Padre, mas a mulher deve ser a rainha.

— O homem deve ser a "coroa".

— Sim, Padre, mas a mulher deve ser a cruz, que fica sobre a coroa.

M. — Agora, diga-me, o que é que se pode obter de tais penitentes?

D. — Mas, Padre, essa mulher ou é louca ou então bem arrogante.

M. —Do mesmo modo arrogantes e presunçosos são os que prosseguem nos diálogos, para continuar a namorar, a freqüentar bailes, etc.

D. — Obrigado, já entendi plenamente. E é só o que tem a dizer a respeito do confessor?
M. — Ao confessor devemos ainda três coisas importantíssimas: respeito, caridade e gratidão. E, antes de tudo, respeito e caridade, seja quanto ao segredo da confissão, seja quanto ao modo de nos comportarmos com ele, seja quanto às nossas preces pelo seu ministério.

terça-feira, 3 de março de 2015

Às crianças falai sobre os santos

Os santos na vida das crianças
By Adilson J. da Silva

3 de março, terça-feira depois do 2º Domingo de Quaresma.

 
Como ensinar às crianças sobre santidade e devoção no seio católico, como a história nos aponta? Como inspirar nelas o interesse pela vida cristã, motivando-a a cultivar e a expressá-la? Eis a resposta, aliás simples: pelo exemplo. No entanto, a essa mesma resposta imediatamente salta uma outra pergunta de não menor valor: e quando a sociedade em que vivemos é uma força contrária e até condenatória a tal comportamento? E a resposta chama o título da presente postagem: falando dos santos da santa Igreja Católica. Falando-lhes não apenas dos grandes milagres que operaram no passado, mas acima de tudo do caráter e das virtudes que tanto cultivaram para servir de exemplos.
As crianças são mais apegadas à vida prática que aos raciocínios. Por esse motivo, elas só compreenderão a importância da dedicação à vida cristã através do exemplo, coisa importantíssima em seus dez primeiros anos da vida. De fato, nossos tempos não são dos melhores. Vivemos numa sociedade em que os vícios não apenas defendidos, mas até incentivados. Nas instituições públicas, como as escolas, ou nos meios de comunicação, as ações de pessoas perversas são relatadas muitas vezes o louvor; o coitadismo virou a vara que mede o caráter das pessoas.
Praticamente vivemos uma época em que os inimigos da Tradição cristã prega o descrédito e a difamação de tudo relacionado ao cristianismo. Desde o advento do Iluminismo, na se tornou mais condenável que um sentimento religioso.
Ninguém discorda de que os pais só desejam que seus filhos cresçam como bons cidadãos e que sirvam de bons exemplos no cumprimento das leis. Mas quando a própria sociedade se tornou refém da própria maldade? Olhemos para as escolas: além da banalização da promiscuidade que vem atingindo as crianças, o material didático de ensino já projetado para condenar exatamente tudo o que herdamos de nossos antepassados, inclusive nossa religiosidade. Dizem que o estado é laico. Entretanto, por mais que os governos se oponham a influência da religiosidade, nossa sociedade é, acima de tudo, cristã. O cristianismo é a religião do povo brasileiro e como tal, temos o direito de exigir  que os políticos defendam nossa vontade geral.
Na verdade, o que temos vivido em nossa sociedade é uma minoria defensora de ideologias sanguinárias se impondo sobre nossa sociedade.

Mas nem tudo é vazio. Se a prudência nos impede de exigir a presença da religião cristã nos currículos escolares, ao menos podemos trabalhar na surdina. Na privacidade de nossos lares, podemos construir em nossos filhos aquilo que servirá para guiar suas almas numa sociedade apodrecida.
Eis algo que realmente pode ajudar nossas crianças a se sentirem atraídas pela Verdade da Santa Igreja: os santos. Conduzi-las a aprender sobre a vida dos santos pode muito servir de poderoso instrumento na educação cristã dos pequeninos. Falar sobre a profunda santidade de homens e mulheres na história da Igreja, ou orientá-las a ler livros sobre os mesmos, não é algo que mereça nosso desdém. A própria história dos santos prova que eles, de alguma forma, também aprenderam sobre a vida e passado de outros santos, como também foram devotos. Santo Antônio de Pádua se dedicou a imitar São Francisco de Assis. Santa Bernadete amava receber os famosos “santinhos”, embora nem sempre fosse considerada “digna” de recebê-los pela madre catequizadora. Até santo padre Pio de Pietrelcina colecionava-os.


Aqui em casa tenho, com a ajuda de muitos bons católicos, procurado estimular em meus filhos o hábito de se interessar pela vida dos santos e os livros são boas fontes. É gratificante ver os meninos empolgados com as aventuras de são Dom Bosco e com a coragem e sabedoria de São Francisco de Assis e de São Francisco Xavier. Em certos momentos até me surpreendo com a tristeza que eles demonstram com a humildade de Santa Bernadete diante do desprezo e humilhações que ela sofreu em seu tempo. Todavia, o mais gratificante é perceber o zelo e o cuidado para com a vida cristã que brotam neles após a leitura que fazem sobre a vida desses grandes exemplos de vida.
Sempre que meus filhos me perguntam se ainda há santo em nossos dias, limito-me apenas a dizer: - em algum lugar por aí.

domingo, 1 de março de 2015

De como os revolucionaram envenenam uma nação




Um país, o povo e  os maquinadores


By Adilson J. da Silva

 1 de março de 2015, segundo domingo da quaresma


Era uma vez um bom país. Um país com um grande povo, uma fé e um sábio rei. Um país onde cada pessoa vivia a própria vida. Plantavam, colhiam, vendiam, compravam, lucravam, perdiam, se alegravam, sofriam, pagavam seus impostos, gozavam de benefícios, cobravam e pagavam suas contas e tudo mais. Uns eram ricos, e outros eram pobres. Mas todos eram igualmente cidadãos, conforme suas próprias forças o permitiam. Esse país, caro leitor, não era Utopia. Quem escreveu essa estória ainda vive com os pés no chão.

Nesse país, os habitantes cuidavam de suas vidas e de suas famílias. Elas traziam para toda a cidade benefícios, ordem e paz. Cada morador da cidade era livre para fazer de sua vida o que bem entendesse. Ninguém era obrigado pelo rei a agir contra a própria vontade. Havia, todavia, duas obrigações legais e irrestritas: pagar o tributo e usar a própria liberdade sem prejuízo dos outros cidadãos. Eram, pois, essas duas regras, os principais fundamentos da ordem social e econômica do país, o que mantinha a sociedade sempre viva e ordeira. Dessa forma, garantia-se a prosperidade de seus cidadãos e, consequentemente, de todo o povo.
Por serem todos os cidadãos do país livres para conduzirem suas vidas, eram igualmente responsáveis por seus próprios atos. Era assim que a liberdade era vivida e conservada por todos e para todos.

Evidentemente, havia lá os vagabundos, os vândalos e os agitadores com suas ideias. Eram pessoas infelizes com uma ansiedade incontrolável por fazer o país se adaptar a elas. Queriam revolucionar o país para a própria felicidade, uma felicidade cujo alcance dependia do fim daquelas duas regras a que todos os cidadãos estavam sujeitos.

Como consequência, viviam a praguejar e a reclamar da maneira como todos viviam e daqueles que as governavam. Estavam sempre a dizer como as coisas deveriam ser e acontecer. Tentavam de várias maneiras, e por várias manobras, mudar a vida da cidade. Evidentemente nunca conseguiam, porém nunca desistiam. Recorriam aos mais variados e vis recursos práticos e psicológicos, desde pequenas agressões a raciocínios rasteiros. Em suas cabeças não cessavam de brotar ideias e em seus corpos não se percebia o menor sinal de cansaço. Por este comportamento, as pessoas os chamavam de maquinadores. O país, porém, mantinha-se firme e funcionando, com cada cidadão ocupando-se de suas vidas.


Por numerosos que fossem os planos dos maquinadores, os ganhos obtidos não ganhavam a magnitude desejada. Mas essa consequência não se devia a ausência de simpatizantes, os quais já se percebia em bom número, mas que não constituía um corpo comunitário. Todavia, cidadãos mais atentos ao dia-a-dia da sociedade percebiam algo mais significativo: junto ao rei havia quem investisse tempo e vontade em estudá-los: sábios, professores, magos e escribas produziam os mais estranhos raciocínios sobre as maquinações dos maquinadores. E sempre que uma oportunidade surgia, corriam ao rei para expor teorias e tentar persuadi-lo da necessidade de mudanças. O rei, que não era tolo, percebia que as ideias apresentadas a ele eram, na verdade, sementes de dúvidas para atormenta-lhe a mente, para fazê-lo duvidar da organização do país e da felicidade do povo.

Entre os cidadãos, porém, o pensamento era outro. O povo estava sempre determinado, pois as pessoas estando apegadas àquelas duas regras fundamentais do país, e vivendo sempre ocupadas com seus afazeres, acabavam por oferecer resistência às sutilezas dos seus algozes. O próprio amor à vida e à importância que davam às suas rotinas servia-lhes de sabedoria. Assim, sem raciocínios longos e complexos, mantinha-se a salvo os três grandes pilares que sustentavam a unidade nacional: a tradição das duas regras, o povo e o país.