terça-feira, 8 de setembro de 2015

Oração de um socorrista do SIATE



Ó Senhor, auxiliai-me a socorrer!
By Adilson J da Silva




Aspérges me, Dómine, hyssópo et mundábor...


Senhor, aqui estou. Mais precisamente: aqui estou eu junto com essa pobre alma, vítima de um fato inesperado que a colocou nesta ambulância sob meus cuidados.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade dela e de mim, pois sinto-me perdido em meus pensamentos carregados de medo e de desconfiança; as forças fogem-me.
Perdoai-me, ó Justo Senhor, minhas negligências para contigo e para com a sabedoria que com bondade sempre estendes a mim.
Ó Pai de misericórdia sem fim! A angústia invade minha alma, e meu corpo é assaltado por cruéis dores. A firmeza falta à minha mão.
Socorrei-me, Pai de amor infinito!

Osténde nobis, Dómine, miserdicórdium tua...
Sei, meu Senhor, que tenho os conhecimentos necessários para ajudá-la a sobreviver aos seus graves ferimentos. Mas igualmente sei, ó meu Soberano, que está fora de minhas forças livrá-la da morte, cuja negritude agora parece arrebatá-la. 
Se esta pessoa que agora tenho em minhas mãos, ó Senhor, irá sobreviver disso não sei, mas desejo e espero que consiga escapar desse vale sombrio e retornar em paz para o seu lar, para junto de sua boa família.
Por isso dirijo-Te, ó Senhor da vida, minha voz; clamo a Ti, para que de alguma forma intervenhas conforme o Teu santo e justo querer.
Rogo-te, meu Pai e Senhor, que pela intervenção da Bem-aventurada sempre Virgem Maria me auxilie a ser o melhor conforto que esta pobre vida, agora em minhas mãos, possa ter nesta tão difícil hora.

Kyrie, eléison, Kyrie eléison, Kyrie eléison...

Não rogo, Pai bondoso, que evites a morte dessa pobre pessoa, pois não tenho tamanha autoridade; rogo-te, porém, que tão somente Tua vontade seja realizada, pois as coisas ocultas pertencem apenas aos Teus santos e eternos pensamentos.
Por outro lado, nobre Pai, rogo-te que tenhas piedade da minha alma; que me concedas conforto e paz em meus pensamentos; que a loucura não leve minha sanidade; que meu coração não seja esvaziado do prazer de ajudar toda e qualquer pessoa sob o perigo de perder a vida.


Confíteor Deo omnipoténti, beátae Mariae semper Vírgini...
 
Não permitas, ó Pai Nosso, que estás nos céus, que meus olhos percam o brilho de esperança e de alegria ao atender as pobres vítimas dos cruéis traumas, cujas ações tanto assolam nossos irmãos e irmãs, especialmente aqueles a um passo de deixar esse mundo para nunca mais voltar.
Não permitas, ó Pai amoroso, que o azul do meu jaleco seja manchado pelo sangue de uma vida vítima do mau atendimento e do descaso para com o próximo.
Não permitas, ó Pai piedoso, que a covardia e o medo dominem meu coração forçando-me a abandonar meu companheiro de socorrismo nos momentos mais escuros de nosso trabalho.

 Dóminus vobiscum...

Concedei-me agora, ó Pai Nosso, a bravura, a sabedoria e sanidade necessárias para servir ao bem de meus irmãos feridos. E que eu possa, sob Teus cuidados, trazer conforto às suas vidas e paz a minha mente com a satisfação do dever cumprido. Amém. 

sábado, 5 de setembro de 2015

A escola é pública, mas os filhos são nossos (I)


É imperativo que os pais ajam com autoridade perante os professores
By Adilson J da Silva


Optar por uma escola pública para o ensino de nossos filhos não implica necessariamente a abdicação de nossa liberdade de educá-los conforme nossos próprios valores morais. Uma escola pode ser pública, certo? Mas seus professore têm o direito de ser autoritários? Definitivamente, não! Parece que boa parte dos professores no Brasil tem uma grande dificuldade de compreender isso. Ora, nem mesmo no antigo regime havia tamanha obstinação.
Desde que tomei a decisão de vigiar o que meus filhos estudam na escola, tomei duas decisões: primeiro: dialogar com eles e auxilia-los nos estudos em casa, procurando eliminar o lixo cultural recebido nas escolas, melhorar o aprendizado deles e combater a doutrinação ideológica. Segundo: ir a escola para mostrar aos professores que meus filhos não filhos deles e nem propriedade do estado para o qual eles trabalham. Resultados colhidos? No que se refere ao primeiro ponto de minha decisão, tenho avançado muito; quanto ao segundo, nem sempre os resultados são bons; quanto ao primeiro e ao segundo ponto, geralmente tenho sido visto como uma pessoa irritante e deslocada.

Como testemunho de intervenção na educação e aprendizado de meus filhos, publico aqui um documento que enviei à professora de língua portuguesa de meu segundo filho (13), quando este ainda cursava o 6º ano; foi no ano de 2013. Na ocasião, eu fiquei indignado com um livro de relacionamento amoroso (próprio para jovens maiores de 17 anos, suponho).  Visando tornar minha indignação um ato de ofício junto aos principais setores da escola, e não se limitar a um mero diálogo sem registro escrito, produzi e enviei à referida professora o documento abaixo (fotografias A e B). Opto por não citar o nome da escola. (clique para ampliar)
fotografia A

fotografia B
Não vou escrever aqui sobre o que aconteceu depois que a professora recebeu o documento acima. Todavia, caso alguém tenha interesse em saber, basta me escrever que terei o imenso prazer em narrar os fatos.