terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A submissão paterna: dever de ensinar e educar os filhos



Algumas dicas para os não praticantes do homeschooling
 By Adilson J. da Silva
Sempre tive vontade de praticar o homescholling com meus filhos, mas alguns obstáculos, que aqui não convém numerar, sempre me impediram. Considero que não possuo os elementos adequados e fundamentais para tirar meus filhos das escolas e ensiná-los em tempo integral no lar. Não significa isso, porém, que confio cegamente nas escolas. Pelo contrário. Muito me alegro-me por pessoas como Camila Hochmüller Abadie e Géssica Hellman Hellmann. Mas sou desprovido do ambiente e forças que essas pessoas possuem.


A impossibilidade de praticar o homeschooling sempre me angustiou. Houve um tempo que essa minha condição enfraquecia meu desejo de proteger meus filhos dos males que as escolas brasileiras vêm produzindo há décadas no seio da população do Brasil. Estudei nesse modelo de escola durante toda minha vida e, ao contrário do que a hipócrita sociedade brasileira incentiva, jamais me orgulhei dessa condição. Nenhum ser humano com o mínimo de saúde mental deve orgulhar-se da bestialidade que o sistema de ensino brasileiro vem diluindo em nossa nação. A miséria humana reina sobre nós e a mulher que hoje governa nosso paísé é a mais irrefutável das provas.


Reconhecendo a inviabilidade de praticar o homeschooling, senti-me miserável, ficando assim por um tempo. Apenas lamentava minha situação, conformando-se em ser escravo de minha condição. Entretanto, se eu não podia praticar o homeschooling, o que deveria fazer então? Eis uma questão sobre a qual resolvi concentrar meus pensamentos. Decidi, então, atentar para alguns conceitos conservadores, tais como dever e submissão, e vislumbrei o quanto a essência dessas palavras apontava para os grandes feitos deixados por nossos antepassados. Compreendi, dessa forma, que estava cometendo o terrível pecado da auto piedade e do qual nos alertaram amplamente Nosso Senhor e os santos da Igreja. Lutar contra este tenebroso estado mental é algo tão significativo, que grandes sábio, conscientes ou inconscientemente da realidade transformadora deles, puseram em prática. Se o leitor sente-se incapaz de compreender isso, aconselho-o a observar a história ocidental um pouco mais de perto. Tente imaginar, por exemplo,o quão laboriosa foi a vida de Boécio para salvar a cultura ocidental numa época tomada por bárbaros. Ele não fez nada além de por em prática a ordem e a submissão para salvar o espírito da ordem no mundo. Sei o quanto é difícil ver a verdade dessa realidade. Nossas mentes foram atrofiadas pelo barbarismo dos tempos modernos. E enquanto não aceitarmos o fato de que somos responsáveis por nós mesmos, nenhuma transformação seremos capazes de trazer ao nosso tempo. E a única pessoa de quem devemos depender para isso, somos nós mesmos. Eis o imperativo que adotei como regra geral nos meus seis anos de práticas educativas no lar.


Uma vez tomada a decisão acima, abandonar tudo o que me era prazeroso e incômodo e torná-lo trabalhoso e cômodo foi o segundo passo. Tive de me reassumir como pai e como alguém que há de enfrentá um juiz, diante do qual nenhuma sombra de injustiça será possível. Diante dele não haverá espaço para mentiras e desculpas. Eis o sacrifício a fazer: embora pobre e sendo obrigado a trabalhar fora do lar, é meu dever irrevogável usar meu tempo de descanso para estudar e ensinar aos meus filhos!  Realmente, isso é árduo,  fatídico e nem sempre agradável, porém trata-se de uma realidade da qual não posso fugir.


Desta forma, reconhecendo-me impossibilitado de praticar o homeschooling, e ao mesmo tempo vendo-me emparedado pela sagrada doutrina cristã de meu dever para com os filhos e meu lugar neste mundo, resolvi criar as condições e métodos para ensiná-los e educá-los durante nosso momentos juntos. Evidentemente, muitas de minhas práticas foram inspiradas nas mais diversas fontes, que de tantas, é impossível anotar aqui. Mas, gostaria de enumerar nove dicas que adotei para ensinar e educar meus filhos em casa, sem necessariamente tirá-los da escola. Adianto que as práticas abaixo, parte do pressupostos da inexistência de escolas, podendo ser aplicadas em crianças a partir dos 6, 7 ou 8 anos, e orientadas a um público católico.


1) Alimente o amor pela consciência da ordem e da disciplina. Sem essa disposição da mentalidade conservadora é impossível a boa educação e a busca pelo saber. Até mesmo os romanos pagãos desenvolveram uma forte ligação por essas duas substâncias.

2) Conduza seu filho (s) na prática religiosa, procurando ensiná-lo com o exemplo de sua vida, pois a imitação é primeira e natural forma com as crianças se auto educam. Se católico, procure familiarizá-los com as doutrinas e tradições da igreja, como as orações diárias e guarda do ano litúrgico e festividades. Aproveite a prática das orações e introduza aos poucos o contanto com a língua antiga da Igreja, no caso o latim. As orações em latim afasta a criança da monotonia dos dias e serve como um forte instrumento para desenvolve a memória infantil. Deve-se, ainda, tomar o cuidado de conduzir a criança ao catecismo, especialmente quando se é um católico tradicionalista.

3) Cultive, assim que possível, o hábito da leitura em seu filho. Caso ele não seja alfabetizado, alfabetize-o você mesmo. Não confie à escola essa tarefa, usando para isso os métodos antigos. Uma boa dica é o livro As 5 etapas para alfabetizar seus filhos em casa, disponível gratuitamente no endereço http://comoeducarseusfilhos.com.br/blog/ . Há 100% de chances de seu filho desenvolver dislexia, ou agravar, caso ela já possua. Segundo o professor Fernando Capovilla, a dislexia é um distúrbio que vem se agravando no Brasil por causa dos modelos de intervenção inadequados. Procure dar especial atenção para a leitura em voz alta. As crianças são por natureza inquietas e hiperativas, e a leitura é um poderoso recurso para disciplinar e temperar esse comportamento. No início é natural que elas fiquem inquietas devido à falta de hábito em administrar os cinco sentidos. Por esse motivo é essencial que os pais leiam junto com os filhos nos primeiros meses. Mas atenção! Ante de introduzir a criança no mundo da leitura é imprescindível que os pais se habituem a contar boas histórias para ela. As fábulas de Esopo e as histórias bíblicas são um bom início.

4) Fale sobre a vida dos santos da Igreja e heróis da nossa civilização. Procure você mesmo se familiarizar sobre a história das grandes civilizações ocidentais, do cristianismo e do Brasil. Enfatize o lugar do cristão nessa vida, conduzindo a criança a compreender a grandeza do cristianismo. Uma forma de se fazer isso é contar histórias bíblicas e sobre as cruzadas. Falar sobre a cavalaria medieval, bem como sobre a devoção dos cavaleiros cristãos são assuntos que alimentam a imaginação infantil e contribuem para a formação se caráter. Lembre-se: os marxistas odeiam o Ocidente, por esse motivo eles desenvolveram modelos de história de desconstrutivistas, baseada nas teorias de Karl Marx, com objetivo de confundir as mentes de crianças e jovens por meio de mentiras. Os comunistas trabalham com engenharia social, cujo fim é impor um modelo de homem futurista e com ódio e desprezo pelo passado.

5) Assim que seu filho demonstre domínio na leitura e um vocabulário diário avançado, procure ensinar a língua portuguesa, esforçando por aplicar exercícios diários de gramática, especialmente na conjugação de verbos. Uma boa leitura, de acordo com o domínio da criança, é o livro Emília no País da Gramática, de Monteiro Lobato, um livro que considero apenas introdutório sobre o tema. Creio mesmo, que a gramática da língua portuguesa deve ser trabalhada de forma séria e a seu tempo, tomando em mãos obras como os trabalho de Napoleão Mendes.

6) Aplique constantes, porém regulares, exercícios matemáticos, trabalhando especialmente a aritmética, uma vez que essa parte da matemática faz parte do nosso cotidiano. Procure avançar lentamente para outros temas dessa ciência. Caso sinta-se incapaz para essa tarefa delegue à alguém realmente capaz e que expresse uma boa didática. Todavia, é importante que se incentive o autodidatismo na criança.

8) Trabalhe a memória de seu filho, desenvolvendo e aplicando exercícios de memorização. Um bom modelo para isso é procurar fazê-lo memorizar diversos tipos de textos, desde um salmo, um pequeno poema mundano e até mesmo uma fábula.

9) Crie um cronograma diário onde as atividades acima apresentadas sejam distribuídas conforme o hábito diário da família.
Concluo a presente postagem, esclarecendo que o catálogo acima adotado por mim não deve ser encarado como uma regra rígida de conduta para ninguém. Qualquer pessoa é livre para se envolver com seu filho, ou filhos, da forma que julgar melhor. Porém, sinceramente falando, creio o homeschooling é e será a melhor forma de educar os filhos.

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