sexta-feira, 29 de abril de 2016

Capitão América: Guerra Civil


Os vingadores na mira da solução agravante da ONU: dividir para controlar


 Ciências e tecnologias podem cair nas mãos de pessoas erradas, mas um bom coração só existe naqueles que são comprometidos com a verdade e a liberdade. Homens e mulheres simples podem não possuir ciências e tecnologias, mas são plenamente capazes de enfrentar tiranos apenas confiando nos valores morais que herdaram do Ocidente cristianizado.

Capitão América e Homem de Ferro: a liberdade incomoda.

Fui assistir (ontem, 28/04) à continuação de Capitão América: Soldado Invernal (2014). Mais uma vez os irmãos Anthony e Joe Russo deram continuação ao tema dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely, e não decepcionaram: ambas as duplas se mantiveram em ofertar aos fãs um Capitão América para o mundo atual. Evidentemente, o herói já não é apenas o herói dos EUA, mas também do Velho e do Novo mundos. E por quê? Porque dominar e controlar o mundo não são mais desejos apenas da Hidra. No mundo de hoje há algo tão poderoso e tão ameaçador quanto a Hidra, qual seja, uma ordem global, no caso a ONU. Se a primeira sempre agia por meio de espiões infiltrados e de armas poderosas, a segunda age à luz do dia, por meio de discursos políticos abertos, intervencionismos e da força psicológica das ideologias, com as quais iludem as nações prometendo-lhes um mundo futuro onde as liberdades dos indivíduos devem ser substituídas pelo politicamente correto.



Particularmente falando, eu já esperava que os roteiristas continuassem a tocar nesse tema da liberdade individual como um incômodo para os amantes do poder global, o que é muito bom. Me espanta esse tema não ter tratado abertamente. Geralmente, os filmes de Hollywood falam sobre uma presença global de forma distorcida com técnicas de desinformação.



A ONU merece o risco de abrirmos mãos do que nós temos por aquilo que ela promete? Não, não merece! Eis o sábio parecer do Capitão América diante da fraqueza do Homem de Ferro em ceder à exigência de submeter os Vingadores a uma espécie de tratado de cento e poucos países sob a supervisão da ONU. Ora, os objetivos dessa jogada diplomática não são outros senão submeter os grandes poderes de homens e mulheres aos caprichos de um governo global.



Tony Stark parece querer fraquejar diante das perdas que já teve e daquelas que estão por vir, o que inclui o amor da mulher que ama, Peper. Mas para a sorte do mundo, Stive Roger e Tony Stark veem o mundo com olhares diferentes. O segundo possui uma genialidade voltada para as ciências e tecnologias, e acredita piamente que tais instrumentos são capazes de promover o progresso humano e manter o mundo seguro. Todavia, o primeiro possui a sagacidade moral e a confiança de que só os valores morais universais é que são capazes de mover homens e mulheres contra a tirania dos sedentos de poder, os quais promovem a desordem e o caos social. Ciências e tecnologias podem cair nas mãos de pessoas erradas, mas um bom coração só existe naqueles que são comprometidos com a verdade e a liberdade. Homens e mulheres simples podem não possuir ciências e tecnologias, mas são plenamente capazes de enfrentar tiranos apenas confiando nos valores morais que herdaram do Ocidente cristianizado. Se o Homem de Ferro tem a grande capacidade de controlar tecnologias e desenvolver os mais complexos aparelhos e as poderosas armas, o Capitão América tem a experiência do tempo e espaço histórico humano. De fato, em certo sentido o Capitão América, com seus diálogos e sua cautela, simboliza as pessoas comprometidas com as coisas mais fundamentais e mais seguras para uma civilização.



Fica, pois a dica: Capitão América: Guerra Civil não é apenas um filme sobre super heróis com super poderes lutando contra vilões e entre si. É sobre o que acontece em nossos tempos. Um mundo cada vez tomado pelas ciências e grandes tecnologias, porém prestes a se submeter a Ordem Global, uma vez que os homens estão cada vez mais moralmente divididos ou demasiadamente confiantes nas coisas erradas.




2 comentários:

FireHead disse...

O Capitão América é visto como o líder exactamente por causa disso. Possui valores, é digno e íntegro. Representa a liberdade, mas também a responsabilidade, a nobreza e a rectidão. Um soldado que cumpre as ordens e que honra a camisola que veste. Ele é o catalisador dos heróis da Marvel.

No universo da Warner Brothers (DC) este papel cabe ao Batman, que pelo seu carácter leva vantagem sobre o Super-Homem.

Um bom artigo. Espero ver este filme em breve.

Adilson disse...

Sim. Espero que essas características continuem a serem mantidas nesses personagens e que os leitores, especialmente as crianças os mais jovens, possam apreciar. Apesar da doutrina esquerdista que se disseminou em todos os cantos, as quais visam sempre difamá-los e distorcer os fato.

Até.