sábado, 30 de abril de 2016

FireHead I



Há tempo eu pretendia publicar uma sequência de textos do meu amigo FireHead, autor do blog de mesmo nome. São textos interessantes e com riquíssimas informações, os quais considero de grande utilidade. Hoje decidi começar. Para isso, a partir de hoje, cada publicação do FireHead que este blog produzir, darei à postagem o título de ‘FireHead’ seguido de uma numeração em algarismo romano. Em respeito ao FireHead vou manter o texto original, só alterando-o quando necessário. Nesse caso, vou recorrer à seguinte estratégia: utilizarei o sinal gráfico dos parênteses (), inserindo entre eles, uma breve explicação.


Não me considero um blogueiro autêntico, pois me faltam os talentos necessários, além de tempo para escrever, é claro. Ainda tenho um longo e doloroso caminho a trilhar. Dessa forma, julgo essa minha iniciativa uma forma de ampliar a produção do Agathon.


Domingo, 9 de janeiro de 2011.
A origem judaica do Superman
Ator Brandon Routh como Superman.

Em 1938 os judeus Joe Shuster e Jerry Siegel criavam a história de "Kal´El", o filho do planeta Krypton, que é enviado para a Terra como o último sobrevivente do seu povo. Na Terra a criança é descoberta e adoptada por um casal de fazendeiros, Jonathan e Martha Kent, e assim nascia Clark Kent, ou Superman, o maior herói de todos os tempos. Clark Kent é um conhecido repórter do Planeta Diário, e devido à radiação do sol, possui incríveis poderes que usa em favor da humanidade. Superman é o maior personagem da DC Comics, tanto nas páginas dos quadrinhos quanto fora. Eis assim uma das histórias mais conhecidas, e um verdadeiro símbolo da cultura norte-americana.

Como personagem intrigante que é, Superman é alvo de diversas teorias, estudos e especulações. Um destes estudos afirma firmemente que Clark Kent é um autêntico judeu. De facto não podemos esquecer que a personagem foi criado por dois judeus. "Kal´El" - nome hebreu que significa "Tudo é El "(aludindo à misericórdia divina que adocica os julgamentos) é um descendente da "Casa de El" cujo pai "Jor´El" (nome que pode ser interpretado como "Aquele que desceu do El" - a misericórdia), é um exilado do Planeta Kripton (nome que alude à criptologia, aos mistérios escondidos). Como mencionado acima, ele foi adoptado por Jonathan (Ionathan - "dado por D´us") e Martha Kent, que, ao que tudo indica, são na verdade um casal de "cripto-judeus". Tudo na vida e na história do Superman alude para isto, revela o segredo do "messias judeu" vivendo na "galut", exílio entre os dispersos (as dez tribos perdidas), esperando pelo momento de salvar o mundo inteiro. Como disse o rabino Avraham Yitzchak Kuk: "No esforço para se elevar e sair do exílio, Efraim (uma das tribos perdidas) salvará o mundo inteiro". O importante é ter em vista que o personagem é fruto da mente de dois judeus, com traços judeus na obra, e ainda mais importante, é um símbolo incontestável da cultura americana.


Curiosamente nos episódios originais o Superman não voava muito e no seu primeiro encontro com os criminosos – e com os nazis -, nas décadas dos anos 30 e 40, o herói era mais parecido com o Sansão do que como o Superman que conhecemos hoje. As balas não poderiam feri-lo, mas explosões de granadas poderiam. Também nos desenhos originais do Superman, por Joe Shuster, o herói não usava botas vermelhas, mas sandálias como terá usado Sansão.

Superman, um judeu.



Publicação original aqui.

2 comentários:

FireHead disse...

Obrigado pela partilha.

Ah, um conselho: não queiras ser um blogueiro daqueles verdadeiramente activos. É que ficarias mesmo sem tempo para muitas coisas que podem ser muito mais importantes na tua vida.

Para mim, blogosfera é escape, é um hóbi, um lugar para o convívio, para aprender e divulgar informações num mundo muito controlado por desinformadores e hipocrisia. Mas mais do que isso não, que eu também tenho a minha própria vida para viver.

Abraço.

Adilson disse...

Obrigado, meu amigo. Acolherei suas palavras. É bom sempre termos um horizonte a apontar e, assim, sabermos administrar as coisas que valorizamos.

Até!