sexta-feira, 8 de abril de 2016

Notícia triste para os católicos da China: faleceu o bispo Dom Thomas Zeng Jing-mu



Eu não poderia deixar de publicar aqui no Agathon esta triste notícia postada no Blog do FireHead. A publico não pelo fato de trazer-nos tristeza (como também para os chineses), mas pelo significado que a mesma deve ter nos corações dos verdadeiros católicos, especialmente aqueles que de alguma forma se interessam pela história da Igreja Católica na China. Outro motivo, cito também, é fato de que sempre tive certa admiração pela China e pela história da Igreja Católica chinesa. É um momento difícil para a Igreja naquele país, não tanto, evidentemente, como aqueles que antecederam a revolução socialista de Mao e sua continuidade. Em nossos dias, ao menos temos o alívio de recebermos a notícia. Rezemos pela alma do nobre e devoto servo do Senhor e de Santa Maria, e rezemos também pela santa Igreja Católica na China.



Fonte: bloguedofirehead


Os (verdadeiros) católicos da China estão de luto: faleceu o bispo emérito de Yujiang, D. Thomas Zeng Jing-mu (曾景牧), de 96 anos, na sequência de uma queda em casa no passado dia 2, na província chinesa de Jiangxi, notícia avançada pela fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).
 
D. Thomas Zeng Jing-mu pertencia à diocese de Yujiang, com cerca de 15 mil católicos
Ordenado sacerdote em 1949, ano em que foi proclamada a República (Ateia) Popular da China, D. Thomas Zeng Jing-mu passou 23 anos na prisão por causa da sua lealdade à Santa Sé e recusa em pertencer à patética Associação Patriótica Católica Chinesa, fundada em 1957 pelo governo comunista (ateu) para controlar as actividades dos católicos chineses após a perseguição ao Catolicismo durante a Revolução Cultural. Segundo os católicos locais que falaram com a Asia News, as autoridades chinesas recusaram-se a permitir a exposição do corpo do bispo emérito durante oito dias para que as pessoas pudessem dar-lhe o último adeus, dando-lhes apenas quatro dias. D. Thomas Zeng Jing-mu foi "uma verdadeira testemunha de Cristo em toda a sua vida", disse assim uma católica à referida agência noticiosa. O Vaticano já nomeou como seu sucessor D. John Peng Weizhao (彭衛照), que também já chegou a ser preso pelas autoridades, em 2014, tendo sido libertado em Novembro passado e está sob vigilância policial. Yujiang, que pertence à província de Jiangxi, tem uma larga percentagem de "católicos não-oficiais", i.e., católicos verdadeiros e não "católicos patriotas". Actualmente a comunidade católica de Jiangxi reconhecida pelas autoridades comunistas é liderada por um bispo visto com desconfiança pelo Vaticano.
 
息止安所 (Requiescat in pace)
Eu não poderia deixar de publicar aqui no Agathon esta triste notícia postada no Blog do FireHead. Não a publico pelo fato de trazer-nos tristeza (como também para os chineses), mas pelo significado que a mesma deve ter nos corações dos verdadeiros católicos, especialmente aqueles que de alguma forma se interessa pela história da Igreja Católica na China. É um momento difícil para a Igreja naquele país, não tanto, evidentemente, como aqueles que antecederam a revolução socialista de Mao e sua continuidade. Hoje, ao menos a notícia nos chega. Rezemos pela alma do nobre e devoto servo do Senhor e de Santa Maria, e rezemos também pela santa Igreja da China



3 comentários:

FireHead disse...

A China é um caso paradigmático e a prova cabal de que a fé em Cristo é invencível. Por muito que tentam contê-la e controlá-la, ela não há maneira de parar de crescer. Considero o crescimento do Cristianismo na China como um sinal de evolução nesse enorme país, um pouco à espécie de que aconteceu com o antigo Império Romano.

Que o bispo emérito descanse em paz. Ele e todo os que partiram antes dele.

Adilson disse...

Bem observado. Um dia ainda hei de conhecer uma parte da China. Na verdade, até hoje não tive a chance de conhecer nenhum chines católico pessoalmente. Também ainda preciso aprender muito sobre a Igreja naquele país. O fato da Igreja na China ter passado por tanto sofrimento e terríveis dores é motivo mais que suficiente para todo católico que ame a História da Igreja ter considerável respeito e amor por nossos irmãos chineses. Sinal de que ainda temos muito o que aprender.

FireHead disse...

Olha, eu, nestes últimos tempos, conheci pelo menos duas indonésias e um malaio de ascendência chinesa e todos eles católicos. Até fiquei admirado. Uma delas, da Indonésia, com que eu troquei umas impressões, até me surpreendeu com o facto dela estar super ciente acerca da seita islâmica e das atrocidades que as pessoas cometem em nome dela... ou não fosse a Indonésia a maior nação islâmica do mundo.