domingo, 17 de julho de 2016

Da discrepância comportamental em nosso povo



Direitista/conservador no discurso, esquerdista no comportamento?


Como todos já sabem, nosso país está afundado num mar de podridão imoral jamais visto em nossa história. Certamente, o que vemos e ouvimos é apenas a explosão daquilo que sempre esteve plantado no coração dos que governam e administram este país. Evidentemente, foi com o Partido dos Trabalhadores (PT) que a podridão foi potencializada. Mas o fato é que o caos que vivemos tem uma origem e fonte: a hegemonia esquerdista. A direita foi extirpada de nosso país. Sim. Ela foi praticamente banida da política e das instituições públicas. Em seu lugar, a esquerda colocou um fantasma só para enganar nosso povo e ter a quem acusar dos males que ela mesma produz. Mas hoje podemos dizer que há uma direita em ascensão no Brasil. Junto com ela a consciência do conservadorismo também está ganhando espaço e as pessoas que antes tinham atitudes conservadoras estão sendo conscientizadas de que são possuidoras de um certo grau de conservadorismo: estão sabendo que sabem que são conservadoras! E isso é bom.
Mas embora há hoje essa luta contra os crimes e hipocrisia das esquerdas há ainda algo perigoso e que merece igual dedicação em combater. Trata-se da mentalidade esquerdista em maior ou menor grau habita nossa consciência sem que muitas vezes tenhamos consciência disso. (É justa a metáfora: o esquerdismo é uma virose. As viroses se encubam.) Esse fenômeno pode ser descrito como uma discrepância comportamental. O indivíduo afirma ser de direita ou conservador, mas se desespera por não ter um emprego público ou teme a liberdade de ser dono de sua própria liberdade em produzir. Nas pessoas mais velhas, esse comportamento se percebe na atitude de assustar o filho com a ideia de que ele deve se tornar um burocrata do estado para conquistar altos salários. Dessa forma, para o pai, o filho ganha o status quo de uma pessoa “bem-sucedida”.
Mas como diagnosticarmos nossa consciência ideológica? Em outras palavras: como podemos saber se somos um progressista com tendências para o esquerdismo socialista, mesmo acreditando piamente ser o seu oposto? Mas por que essa autocrítica? Ora, porque a realidade atual em que vivemos o exige. Hoje, um questionamento dessa natureza se faz necessário, pois acredito, como muitos, que nossa sociedade colocada numa espécie de quarto escuro, onde a única voz que se ouvia era o discurso esquerdista como a única verdade a ser apreendida.
Retomemos nossa indagação: como podemos saber se somos um progressista com tendências para o esquerdismo socialista, mesmo acreditando piamente ser o seu oposto? Mas por que essa autocrítica?
Simples: ainda que tenhamos todas as oportunidades para se tornar um livre profissional, não resistimos a profissão de servidor público com um salário razoável e garantido mensalmente, mesmo diante de duas verdades óbvias: primeiro: da impossibilidade de que nossos ganhos sejam elevados a um teto que desejamos e, segundo, de sermos condenados a receber aquilo pelo resto da vida. Em suma: eis o típico sintoma da doença esquerdopatia denominado "repulsa à liberdade". Efeito inverso ocorre numa sociedade de economia liberal: nela, as pessoas precisam fazer enormes sacrifícios para obter seus ganhos, pois as possibilidades de elevar os ganhos são tão grandes que os indivíduos dobram seus esforços para acelerar o processo. É o típico sintoma da liberdade individual denominado "horror ao estatismo". Por esse motivo, nessas sociedades de cidadãos economicamente livres, os políticos ficam de joelhos quando vão pedir seus votos. Por quê? Porque lá os políticos sabem que os cidadãos sabem que o estado é um problema e não a solução. Por isso, são obrigados a agirem conforme as regras que esses mesmos cidadãos determinam. Entendeu por quê o principal objetivo dos socialistas e seus novos filhotes, os sociais-democratas, tentam a todo custo convencer as pessoas de que elas precisam abandonar suas liberdades para que o estado controle suas vidas? Ora, para isso essas raças de estadistas são capazes de impor as idéias mais insanas nas mentes das pessoas, ideias essas capazes de fazê-las se sentir culpadas por cada vagabundo que optou por não trabalhar, ou perturbar a vida de quem realmente produz. Evidentemente, a defesa em pró do universo de economia liberal não se sustenta, pois vivemos uma época em que a crença cega em todo tipo de liberalismo, moral ou econômico, já não mais explica porque diabos só o conservadorismo é um autêntico remédio contra o colapso de nossa civilização.

2 comentários:

FireHead disse...

Realmente o esquerdismo é mesmo isso: uma doença civilizacional crónica e que parece ter contornos de incurabilidade.

Adilson disse...

E como, meu amigo! Estamos vivendo a ERA DOS DOENTES MENTAIS produzida pelas esquerdas!