quarta-feira, 20 de julho de 2016

Tesouro de exemplos



Um mártir de 18 anos
Extraído do livro Tesouro de Exemplo – parte 48 (histórias da Guerra Cristeira: A luta entre a Igreja Católica e o Estado Comunista do México causada pelo posturas anticlericais da Constituição Mexicana de 1917, porém radicalizada a partir de 1924, durante o governo do comunista Plutarco Elías Calles).

General Matías R. Villa (imagem ilustrativa. fonte: Wikipédia)

Em Jalisco, no México, um bando de comunistas prende um rapaz de 18 anos, acusando-o de fomentar, um motim. Querem forçá-lo a gritar: “Abaixo o Cristo”.

— Não posso, responde o jovem; sou católico.

— Agora não és mais que um revolucionário.

— Revolucionário? Nunca! nunca me bandeei para os revolucionários. Ninguém poderá prová-Io. Sou simplesmente católico, e não posso renegar a Cristo.

Declarações tão firmes e decididas tiveram consequências imediatas. O jovem é, primeiramente, espancado e, depois, amarrado á traseira de um caminhão e arrastado pelas ruas da cidade entre risos satânicos. Coberto de sangue e de pó, chega em frente da casa paterna. Os delinquentes param o caminhão e mandam que o mártir grite:

“Viva Calles”. Redobrando as forças o jovem grita:

— Viva Cristo-Rei!

Uma senhora presente à cena corre a chamar a mãe da vítima. "Que fosse depressa, porque pretendiam obrigar o filho dela a apostatar”. Imediatamente, a mãe, trémula e pálida como a morte, voa para junto do mártir. Cena capaz de comover as próprias pedras. O filho, seu querido filho de 18 anos, cuja beleza e coragem eram o orgulho da mãe, banha de sangue a rua. Ela atira-se sobre aquele corpo, já nas últimas, e grita-lhe:
— Meu filho, ainda que te matem, nunca renegues o teu Deus. Vale mais a Fé do que a vida. Viva Cristo-Rei.

O mártir, num supremo esforço, consegue balbuciar as palavras de sua mãe:

— Viva.... Cristo... nosso... Rei!

E morre sob as vistas da mãe. Não sabemos o que mais admirar, se a fidelidade do filho ou a coragem da mãe.

 ¡Viva Cristo Rey! ¡Viva la Virgen de Guadalupe!

3 comentários:

FireHead disse...

Mesmo agora continua infelizmente a haver muitos mártires. Refiro-me em particular aos cristãos perseguidos no mundo islâmico e que "teimam" em não apostatar porque não se pode renegar a Cristo. A questão é saber quantos de nós, que vivemos no nosso conforto e em locais onde felizmente ninguém morre por professar a sua fé, seríamos capazes de fazer o mesmo que esse jovem e todos os que morrem mártires, sem pestanejar. Eu falo por mim, o que me garante que eu não me comporte como o São Pedro e negar a Cristo?? Eu pelo menos admito que neste momento não sou um católico porque, como eu sempre digo, para ser um católico de verdade é preciso praticar o Catolicismo...

Adilson disse...

É vero, meu nobre. Realmente, estamos vendo a Igreja de Cristo dilacerada diante de um papa praticamente calado e dando mais atenção aos agitos do politicamente correto. Esse papa, fosse realmente realmente sábio, usaria o martírio dos cristãos pelos muçulmanos quando a imprensa e a ONU o colocasse na parede para falar sobre causas de divórcio, desigualdades sociais e gaysismo. Certamente, a corja que o pressiona seriam ainda mais pressionada a tomar uma postura e dariam um passo atrás. Mas fazer o quê? Mas de qualquer forma, sua postura é ainda mais católica que a de milhares de pessoas que se dizem católicos, mas que enchem a Igreja de erros. Mas Nossa Senhora sempre está a nos observar. Eu fui protestante durante quase toda minha vida, mas em infância, recebi o batismo católico. Mas muito antes de abraçar o protestantismo, justamente porque onde eu morava não havia catolicismo real, eu lembro que minha finada vó rezava muito por mim e intercedia à nossa Senhora por mim. Enfim, o importante é crermos que a Santa Igreja Católica é a Verdadeira Igreja, e sempre que puder realizarmos nossas preces à Bem-aventurada Sempre Virgem Maria.

FireHead disse...

Neste momento não sou católico simplesmente porque não pratico o Catolicismo, o que é muito diferente de crer na Igreja Católica, pois crer n'Ela eu creio, ainda que tenha voltado a ser assaltado por muitas dúvidas. Penso que todos nós passamos por fases, e eu já tive a minha fase de "crença imposta" (quando era mais novo) e também de descrença (fui agnóstico e pagão adepto da Nova Era mais novo) até me tornar num católico verdadeiro (isto é, praticante) e agora encontrar-me nesta situação. Continuo a defender a Igreja e o Cristianismo, e isso é visível no meu blogue, mas admito que por vezes me sinto já um pouco sem forças para lutar, até porque eu próprio preciso de ser ajudado.

Desconhecia que foste protestante. Ainda bem que te converteste, ou melhor, voltaste à fé católica, pois recebeste o Baptismo. O filho pródigo à casa do Pai retorna.