domingo, 7 de agosto de 2016

Hacksaw Ridge: não desista de sua liberadade de crença.



A grande lição de um protestante

Estréia este ano, por volta de novembro, o novo filme de Mel Gibson, Hacksaw Ridge, no qual será contada a história real de um auxiliar de medicina cristão, Desmond Thomas Doss (1919-1923), da seita denominada Adventista do Sétimo Dia. Confira o trailer abaixo:

Nesta sua nova produção, Gibson trará um tema de grande importância para os dias atuais: a liberdade de crença e o dever de se defender tal liberdade. Ninguém pode negar que os EUA, hoje sob ideologia de Obama e Hilary, realmente precisam da mensagem que Gibson trará por meio do cinema. E por quê? Porque o médico Desmont, do qual Gibson contará a história neste filme, era uma espécie objector de consciência da seita adventista que se recusava a pegar em armas. Note-se: ele não era um ativista e nem um militante esquerdista de uma agenda global pró desarmamentista. Desmond Thomas Doss era um religioso convicto de sua crença e defendia essa sua consciência sob todas as circunstâncias, mesmo diante do Governo dos EUA, a cujo exército servia.

Doss receber a Medalha de Honra do presidente Harry Truman.

Afastemos, por um momento, as divergências religiosas entre católicos e protestantes e olhemos para algo que é fundamental na vida Desmond Thomas Doss, qual seja, a grande virtude de defendermos nossa fé e liberdade de consciência sem reservas. Muito antes do Cristo, muitos homens por causas semelhantes, como o valor da palavra e do dever de cumpri-la até as últimas consequências. Na Idade Média, os cavaleiros produziram um código pelo qual se deveria ofertar a própria vida.
O que aconteceria se a Igreja Católica, na Europa e no Brasil, levasse sua fé às últimas consequências? O que aconteceria, se o papa Francisco se levantasse e falasse para o mundo inteiro (por meio das câmeras, claro) que o catolicismo condena totalmente o islamismo, o homossexualismo, o divórcio, o evolucionismo, o comunismo, bem como todas as suas variações? Bem, muitos santos e fiéis católicos já fizeram isso no passado. Sim. Eles já se colocaram de pé e disseram um “não” para príncipes, reis, imperadores, governadores e até mesmo para muitos do próprio seio católico. Pagaram o preço? Sim pagaram. Mas é exatamente isso a natureza de se defender uma fé: levá-la às últimas consequências. Como nos disse o Senhor: “se este povo se calar, até as pedras clamarão.

2 comentários:

FireHead disse...

O Mel Gibson é um pouco como o "nosso" Nicolau Breyner. Muita fé em Deus, muito católicos de boca para fora, mas depois os seus actos não reflectem o Catolicismo que dizem professar. O Breyner foi casado umas cinco vezes e o Mel Gibson também não é propriamente um menino de coro no que diz respeito às suas aventuras amorosas.

Quanto ao filme, acho que é capaz de ser interessante de ver, ainda que não tenho os adventistas em boa consideração (afinal de contas, que seita protestante merece boa consideração?). Podia ser pior, tipo uma história sobre algum médico testemunha de Jeová que, por causa da imposição da sua seita, alegasse "objecção de consciência" para não aceitar transfusões sanguíneas que salvam vidas...

Adilson disse...

De fato, meu amigo. E aí que tá algo de que os católicos deve apropriar: se os hereges são tão teimosos e se agarram com firmeza à liberdade de crença deles, então os católicos são os que com mais coragem e mais teimosia precisam praticar. Me parece que foi com inabalável confiança e defesa da fé que as nações católicas (Portugal e Espanha) se lançaram ao mar em busca de outras terras. Creio que foi a fé, antes da economia e das aventuras, que realmente motivou Portugal a levar Cristo aos povos distantes.