sábado, 27 de agosto de 2016

Sobre as armas de destruição em massa no Iraque


George W. Bush não mentiu

observação: o leitor poderá ir direto para o vídeo no final do texto.

A Avaliação do Serviço de Inteligência Nacional (NIE na sigla em inglês) de 2002, afirmou categoricamente em uma apresentação formal ao presidente Bush e ao Congresso, que o regime iraquiano de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa. O diretor-geral da Agência Central de Inteligência (CIA), George Tenet, assegurou ao presidente Bush que a informação de que o Iraque possuía, de fato, armas de destruição em massa era um consenso entre as agências de inteligência. 

A comissão bipartidária, conhecida como comissão Robb-Silberman, examinou cuidadosamente as inter-relações entre a administração Bush e a comunidade de inteligência e não encontrou nenhuma indicação de que alguém na administração procurou pressionar a comunidade de inteligência em suas conclusões. 

A comissão concluiu que os relatórios presidenciais diários da CIA, que datam da administração Clinton foram ainda mais alarmistas, sobre a presença de armas de destruição em massa no Iraque, que o apresentado pela NIE em 2002.

Saddam vinha manifestando uma hostilidade acentuada contra os Estados Unidos, abrindo fogo contra aviões americanos que patrulhavam a zona de exclusão - criada pelo acordo de armistício que encerrou a primeira guerra do Iraque - e tentando assassinar o ex-presidente George H. W. Bush num ataque frustrado com carro-bomba durante a visita de Bush ao Kuwait em 1993.
Mesmo assim, a decisão de ir à guerra foi baseada nas informações sobre as armas de destruição em massa de Saddam. Quando o secretário de Estado Colin Powell apresentou formalmente o caso nas Nações Unidas, o fez confiando inteiramente nesse aspecto da ameaça representada pelo Iraque.

A comissão Robb-Silberman, em última instância, determinou que a comunidade de inteligência estava "totalmente equivocada" sobre as armas de Saddam mas, ninguém nos círculos políticos de Washington, havia contestado essas informações antes da invasão.
Contudo, haviam aqueles que não concordavam com uma guerra contra Saddam, mesmo que ele possuísse armas de destruição em massa. Alguns congressistas se uniram a Brent Scowcroft, um tenente general aposentado da Força Aérea e ex-conselheiro de segurança nacional, suscitando dúvidas quanto a decisão de invadir o Iraque. É interessante notar no entanto, que quando Saddam foi capturado e interrogado, ele afirmou a seus interrogadores que tinha a intenção de se vingar do Kuwait por sua cooperação com os EUA, invadindo-o novamente em um momento propício. Portanto, mesmo que a administração Bush não tivesse ido para a guerra em 2003, seria inevitável tão logo o Kuwait fosse novamente invadido.
De qualquer forma, as conclusões relativas as más informações de inteligência e ao “timing” da guerra são totalmente distintas da alegação de que o presidente Bush mentiu ou enganou o povo americano sobre a ameaça de Saddam. 

As informações de inteligência requerem uma profunda análise e julgamento, com a palavra final recaindo sobre presidente; é possível criticar Bush por ter acreditado nas informações fornecidas pela CIA mas, parece pouco provável, que qualquer outro presidente teria tomado uma decisão diferente frente a tais afirmações oriundas da comunidade de inteligência, principalmente após o 11 de setembro. De qualquer forma, a afirmação de que Bush mentiu para levar os EUA a guerra deve ser vista não só como falsa, mas como perigosamente difamatória.

Principalmente porque pode assumir o ar de fato incontestável com consequências potencialmente desastrosas. Basta lembrar de uma acusação semelhante e sem fundamento que acabou ajudando os nazistas a chegarem ao poder na Alemanha: a de que o exército alemão não tinha realmente perdido a Primeira Guerra Mundial, que os soldados não haviam sido "apunhalados pelas costas" pelos políticos.


Tradução: Renan Poço
Revisão: Israel Pestana

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Um comentário:

FireHead disse...

A CIA? Meu caro, a fazer fé nas opiniões enviesadas da carneirada anti-Israel, isso é tudo coisa de koshers!! Os judeus andam a controlar o mundo todo e também o espaço sideral - eventualmente também as dimensões paralelas, o submundo atómico e até mesmo as protoconsciências dos seres vivos - portanto é realmente necessário uma mentira mais cabeluda para nos conseguir convencer de que os judeus promovem o multiculturalismo e a islamização em todo o mundo mesmo sabendo que os muçulmanos desejam a aniquilação dos judeus e a morte ou sujeição dos "infiéis".