quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Lançamento do livro "Teoria e Tradição da Guerra Justa: Do Império Romano ao Estado Islâmico"


Um presente para os católicos que amam a História da Tradição!



Tenho a grandíssima honra de postar neste blog, uma grande e tão esperada notícia: lançamento do livro Teoria e Tradição da Guerra Justa: Do Império Romano ao Estado Islâmico, do meu amigo Pedro Erik. Não poderia deixar de fazê-lo, pois esta era uma promessa que havia feito a mim mesmo, desde que o próprio autor me falara que estava trabalhando em seu livro, bem como me passado informações valiosas sobre o mesmo.


Infelizmente, não faço parte do círculo intelectual deste nobre cristão (ao menos por enquanto), mas tomei conhecimento de sua existência através do seu famoso blog
thyself o lord. E isso não é pouca coisa! Não. Pelo contrário: é muito gratificante. Já me comuniquei com ele várias vezes por e-mail e sempre fui bem atendido e bem respondido. Suas palavras e amplo conhecimento sobre fatos contemporâneos importantes (da Igreja ou secular) me foram de grande ajuda.

Parabenizo-o por mais esta etapa de seu crescimento espiritual e intelectual; e o faço com grande alegria e coração explodindo de felicidade. Abaixo, segue um trecho da Introdução e da conclusão, que o próprio autor publicou em seu blgog.
“Nos dias de hoje, pacifismo é geralmente associado a uma posição radical contra guerras, que é própria do que se chama de movimento hippie. Se a pergunta implica pacifismo nesse sentido, a resposta é negativa. A “Paz de Cristo” não se confunde com o antimilitarismo dos hippies, assim como o amor de Cristo não se confunde com o “free love” da liberdade sexual propagada por eles. O próprio Cristo esclareceu isso ao distinguir claramente a paz dele da paz do mundo, quando disse a seus discípulos: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá” (João 14,27).

Mas alguns podem imaginar que a resposta para a pergunta acima deveria ser afirmativa, uma vez que desde 1965 quando o Papa Paulo VI disse na Assembleia Geral da ONU: “Guerra nunca mais, nunca mais guerra”, usando como base um discurso do presidente americano John Kennedy (que não é renomado por seu pacifismo durante seu mandato), os papas seguintes mencionam o mesmo apelo: “Guerra nunca mais”. Certamente este apelo faria parte de uma manifestação hippie. Também pode-se considerar as várias vezes que papas pediram o banimento total das armas nucleares ou fim do comércio de armas....

A teoria da guerra justa é altamente valorizada no meio acadêmico e mesmo no meio político, mesmo por aqueles líderes que não são conhecidos por seguir os preceitos dessa teoria. Por exemplo, o presidente Obama, que continuou as guerras de seu antecessor e usa aeronaves não tripuladas (drones) para matar terroristas que por vezes também matam civis, quando recebeu o Prêmio Nobel da Paz, no seu primeiro ano de mandato, fez elogios aos preceitos da teoria da guerra justa cristã. Ele reconheceu a importância do conceito de guerra justa “feita por filósofos, clérigos e homens de estado”, que estabeleceu os critérios para se fazer guerra e mencionou parte desses critérios. E ainda falou, com pesar, que esses critérios não são observados muitas vezes.

No meio acadêmico é muito comum observar exaltações à teoria da guerra justa. Coates (1997) afirmou que a tradição da guerra justa não é apenas uma tradição entre muitas, ela é a tradição dominante intelectualmente quando se trata de moralidade da guerra. Segundo ele, a guerra justa cristã tem monopolizado o debate sobre a moral de guerras, pelo menos no que diz respeito ao Ocidente. Russell (1975) declarou que a guerra justa apresenta um conjunto de premissas e suposições que são correlacionadas e formam uma importante parte da história política e intelectual da civilização ocidental. Corey e Charles (2012) argumentaram que a tradição da guerra justa é a única estrutura que oferece uma linguagem rica, um conjunto de categorias e conceitos desenvolvidos em séculos de reflexão, no qual a moralidade da guerra deve ser examinada. 

A abordagem da guerra justa também é popular....








Um comentário:

Pedro Erik disse...

Muito obrigado, meu amigo Adilson.
É uma honra te-lo como amigo.
Grande abraço,
Pedro Erik