segunda-feira, 18 de março de 2019

A crença deliberada de Márcia Tiburi na mentira


Credo! Eu não vou sentar com esse cara, Juremir! Gente, acabei de ser... de encontrar Kim Kataguiri! Tô fora, meu! Tá louco?! Vou embora, Juremir! Tá louco? Tá doido, meu?! Esse... Nossa! Eu vou chamar um psiquiatra! Tô fora! Desculpa, gente, não dá pra mim! Me avisa da próxima vez quem tu convida pro teu programa... Deus me livre!!! Deus... que as deusas me livrem disso!!! Tenho vergonha de tá aqui! Cara, gosto tanto de ti, mas  não falo com pessoas assim... que são indecentes, que são perigosas! Tenho até medo de tá aqui! Vou embora! Perigoso!!! Tá louco!!!

Palavras de Márcia Tiburi quando, sob um ataque de fúria (talvez um surto), esbravejou na rádio Guaíba de Porto Alegre, RS, quando se deu conta da participação de Kim Kataguiri - na ápoca ativista político do MBL e atualmente deputado federal - para uma discussão política. O fato ocorreu em 24/01/2018, durante o programa Esfera Pública apresentado pelo radialista Juremir Machado da Silva.


Não vou escrever sobre Márcia Tiburi. Não é necessário. Ela mesma já disse e já mostrou o suficiente de si para o Brasil. Entretanto, pretendo expô-la.

A senhora Tiburi é a própria definição de fascista que ela herdou (da esquerda a que pertence), escreveu e publicou num livrinho intitulado Como conversar com o fascista. Aliás, as palavras dela, supra escrita, são um recorte que evidencia como a mente de Márcia Tiburi manifesta seu comportamento: esquerdistas radicais são autênticos mentirosos, uma vez que profundamente firmes em crer deliberadamente nas próprias mentiras. Todavia, dependendo do grau radicalismo impregnado em suas almas, esses radicais não conseguem ocultar daqueles que os observam como realmente se comportam. As novas tecnologias áudio visuais têm esse poder publicitário: as pessoas que entregam o conhecimento de si mesmas ao domínio público, não mais dispõe dos privilégios do anonimato e não podem mais manter-se ocultadas.

Retomando: a presente postagem não é escrever, ou descrever, sobre a tal "filósofa", Márcia Tiburi, visto que ela se nos deu de livre e espontânea vontade. Além do mais, esta senhora não é o tipo de esquerdista com quem eu perderia meu tempo para escrever. Tiburi é o tipo de intelectual esquerdista brasileiro adepta da estupidez e sem qualquer inteligência com que valha a pena se ocupar.

Aliás, a esquerda da qual ela faz parte não passa de um cadáver em decomposição, cuja memória é sustentada por uma imprensa igualmente esquerdista decadente, cujos jornalistas não passam de crianças birrentas se divertindo em mentir para os adultos. Se eu fosse me ocupar com produções intelectuais esquerdistas atuais, eu o faria com aqueles pertencentes a uma comunidade denominada por Roger Scruton de Nova Esquerda, entre os quais E. P. Thompson, Ronald Dworkin, Michel Foucault, R. D. Laing, Raymond Williams, Rudolf Bahro e muitos outros.

Para encerrar: segue abaixo, uma sequência de vídeos "falando" de Márcia Tiburi: quem ela é, o que diz, como se comporta, qual sua "filosofia", "suas" ideias, seus cacoetes, quem são seus inimigos, o que pensa dos outros e de si mesma, etc. Observo, porém, que o último vídeo é uma produção do canal Ideias Radicais em que o proprietário faz uma modesta, porém coerente, explicação sobre fascismo.








sábado, 16 de março de 2019

Os trilhos retos e lisos não foram feitos para nós

Nada estará perdido enquanto estivermos em busca.
santo Agostinho

Foto: por Adilson
Os momentos mais difíceis para qualquer pessoa são aqueles em que há perdas, ou seja, aquele tempo onde se é privado de algo que possuía. A partir daí, tudo soa à derrota, abandono, fraqueza, culpa e vazio. Então chega-nos as horas amargas em que não queremos olhar para nada: tudo à nossa frente é como uma estrada sem fim que não desejamos trilhar. Nada nos consola; nada nos alegra; tudo torna-se sem sentido.

Mas é preciso prosseguir. É preciso buscar a força necessária dentro de nós mesmos. É preciso acreditar. Nada, de fato, é fácil. E é incrível como não há, e nunca houve, fórmula para se chegar à superação. Tudo simplesmente vai acontecendo. Acredito que o silêncio é o melhor cobertor para se enfrentar esse tenebroso frio que a vida lança sobre todo ser humano. Como disseram muitos sábios: Deus está no silêncio. É certamente mergulhados no silêncio que obtemos a serenidade necessária para vislumbrar uma saída e, assim, prosseguirmos.

Não somos os únicos e não estamos só quanto ao enfrentamento ante a privação. Antes de nós, houveram inúmeras gerações que passaram pelas mesmas coisas. A literatura clássica grega também nos serve de exemplo: os deuses fizeram da vida de Odisseu uma verdadeira montanha russa. A Odisseia é apenas uma forma bela e profunda de nos falar sobre como nossa vida funciona. Nos tempos atuais somos informados de que tudo continua e repete sem deixar de nos agraciar com incontáveis exemplos para nos auxiliar na superação: basta respirarmos fundo e imitá-los.

Não importa o que pensamos ou façamos: não há fórmula mágica ou pronta para trilhamos o caminho que se entorta perante nós. A vida não é como os trilhos dos trens, sempre lisos e sempre retos, até mesmo nas curvas e ladeiras.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Prometam ser!


Tudo em volta induz à loucura, ao infantilismo, à exasperação imaginativa. Contra isso o estudo não basta. Tomem consciência da infecção moral e lutem, lutem, lutem pelo seu equilíbrio, pela sua maturidade, pela sua lucidez. Tenham a normalidade, a sanidade, a centralidade da psique como um ideal.

Prometam a vocês mesmos ser personalidades fortes, bem estruturadas, serenas no meio da tempestade, prontas a vencer todos os obstáculos com a ajuda de Deus e de mais ninguém.

Prometam SER e não apenas pedir, obter, sentir, desfrutar.

Prometam SER.

Olavo de Carvalho.



terça-feira, 12 de março de 2019

a humanidade de que precisamos

"Estou com vinte e sete anos, tendo feito uma porção de bobagens, sem saber positivamente nada; ignorando se tenho qualidades naturais, escrevendo em explosões; sem dinheiro, sem família, carregado de dificuldades e responsabilidades. Mas de tudo isso, o que mais me amola é sentir que não sou inteligente. Mulato, desorganizado, incompreensível e incompreendido, era a única coisa que me encheria de satisfação, ser inteligente, muito e muito! A humanidade vive da inteligência, pela inteligência e para a inteligência, e eu, inteligente, entraria por força na humanidade, isto é, na grande humanidade de que quero fazer parte."
                                                                                       Lima Barreto


As questões mais perturbadoras, porém mais importantes, à vida humana são as de ordem psicológica. É no mundo mental que estão os problemas mais significativamente complexos de serem enfrentados por cada um de nós. Justamente por isso, são exatamente essas situações que nos levam ao diálogo conosco mesmos: o supra sensível é como um quarto onde somos trancados, sendo nós mesmos esse quarto. 

Sábios, filósofos, místicos e intelectuais consideram tais dilemas como aquele momento do despertar ou apavorar da alma perante si mesma: uma clareza súbita (insight) de si. Tal momento pode se manifestar numa "explosão" de maravilhamento perante descobertas ou de pavor, trazendo o mesmo conjunto de sensações de se estar perante um tribunal onde juiz e réu são as mesmas pessoas. É o desnudar de si mesmo por si mesmo.

Por que diariamente em toda parte do mundo milhares de pessoas tornam-se interlocutoras de si mesmas, exigindo-se que respondam uma enxurrada de questões? E por que o elenco dessas perguntas sempre soam acusatórias ou exigindo respostas impossíveis de serem respondidas? Curiosamente, o questionário para o qual elas exigem respostas, sempre as remetem ou para o passado ou para futuro, e nunca para o presente.

É difícil compreendermos que as questões que envolvem nossa pisque são de natureza "líquida", ou seja, não possuem formas sensivelmente definidas: tratar de questões da alma não é o mesmo que situações corriqueiras envolvendo o mundo sensível: um móvel pode ser imediatamente mudado; uma dor de dente pode ser facilmente curada; uma viagem pode prontamente ser programada e realizada. Entretanto, um tempo perdido, um erro cometido, um desejo por algo inalcançável, o sofrimento alheio, a saudade irreparável ou uma pessoa que se teme encarar são situações de ordem psicológicas e, como tais, "deslizam" por nossos dedos sem que as possamos segurar.

Todas essas coisas, e outras inumeráveis, são demasiadamente insuportáveis porque são demasiadamente humanas. Enfrentá-la ou superá-las requer de nós a humanidade de que precisamos, mas que é alcançada por poucos de nós.